Moradores fazem ‘vaquinha’ para reformar Centro


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O presidente do Centro Comunitário do Jardim Aeroporto, Mosé Luiz Ferreira, mexe na areia que os moradores compraram depois de promoções ralizadas no bairro: “Não contamos com a ajuda da Prefeitura”
O presidente do Centro Comunitário do Jardim Aeroporto, Mosé Luiz Ferreira, mexe na areia que os moradores compraram depois de promoções ralizadas no bairro: “Não contamos com a ajuda da Prefeitura”
Um grupo de moradores do Jardim Aeroporto II decidiu pôr a mão na massa e no bolso para reformar o Centro Comunitário do bairro. Indignados com a alegada negativa de apoio da Prefeitura, há um mês, eles passaram a realizar um verdadeiro trabalho de formiguinha. Doam o que podem em materiais para construção, como cimento, cal, areia e tinta e, aos fins de semana, viram pedreiros. O trabalho dura, em média, seis horas e conta com 50 voluntários que se revezam em turmas de cinco pessoas. Em quatro sábados, o grupo já conseguiu concluir a pintura interna do Centro Comunitário e o reboco de meia parede do lado externo. As obras no sábado não são as únicas atividades dos voluntários na tentativa de ativar o espaço. O domingo também é reservado para angariar recursos para a reforma. Para isso, eles organizam promoções. “Já realizamos festival de pizzas, porco no rolete e torneio de truco”, disse José Luiz Ferreira, presidente do Centro Comunitário. Tanto empenho tem explicação. Os moradores querem colocar o Centro Comunitário para funcionar em até dois meses. A idéia é oferecer às mais de 1,3 mil famílias do bairro atividades de recreação e cursos de geração de renda. “Queremos montar cursos para gestantes, ginástica para a terceira idade, capoeira e judô para crianças”, explica José Luiz. Ele pretende disponibilizar o Centro também para festas da população, tipo aniversários e casamentos. No espaço ao lado do prédio, a intenção é construir um campo de malha e uma quadra de futebol de areia. Essa é a primeira reforma que o Centro Comunitário recebe desde a sua fundação, em 1997. José Luiz afirmou que, há dois anos, vem tentando conseguir o apoio da Prefeitura para a obra. “Em 2005, a Prefeitura respondeu positivamente ao ofício. Dizia que atenderia a nosso pedido em novembro daquele mesmo ano. Esperamos, cobramos, mas nada adiantou. Por fim, em julho passado, disseram que não fariam a reforma. Então decidimos nós mesmos fazer”. Para deixar clara o que consideraram como a “falta de apoio”, os moradores colocaram uma faixa em frente ao local informando que a Prefeitura não participa das obras e que se negou a colaborar. “Foi a forma que encontramos para manifestar nossa indignação”. Vera Lúcia Xavier, ouvidora da Prefeitura e responsável pelos Centros Comunitários, disse ontem que o município não se recusou a reformar o prédio. “Para receber reforma, os Centros Comunitários precisam ter, ao menos, uma diretoria formada e atuante. Não é o caso do Aeroporto II”.

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