O ditado popular que diz que “peixe morre pela boca” poderá se adequar ao prefeito Sidnei Rocha se a Justiça confirmar a anulação da sessão. Primeiro, em setembro de 2006, ele decretou a municipalização dos serviços de água e esgoto. Seu objetivo era conseguir um contrato favorável - e lucrativo - à cidade. Conseguiu R$ 30 milhões (R$ 16 milhões até 2008, ano eleitoral).
Na seqüência, em maio, Rocha passou como um rolo compressor sobre a Câmara e conseguiu a aprovação do convênio com a estatal em apenas duas sessões. Aprovou e derrubou, posteriormente, as emendas que bem entendeu. Anunciou, então, o início da aplicação do dinheiro. Os primeiros R$ 5 milhões seriam para recapeamento. Gostou tanto do anúncio que o repetiu pelo menos em outras três oportunidades.
Com a eventual anulação, a situação de Rocha ficará complicada. Além de ter de se justificar à população, terá de se explicar com o go-vernador José Serra (PSDB) que, em 31 de julho, assinou, possivelmente sem saber do mandado de segurança em trâmite, o contrato com a Prefeitura.
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