Pelo menos dois francanos são flagrados diariamente pelos técnicos da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) fazendo verdadeiras “gambiarras” nos hidrômetros com objetivo de impedir a marcação do consumo de água. Em 2006, 747 casos de fraude foram registrados na cidade, causando um prejuízo para Sabesp de R$ 85 mil. O dono do imóvel em que for encontrado o “gato” responde criminalmente por estelionato.
Um outro tipo de fraude muito comum encontrado também na cidade é o chamado furto da água, onde clientes tentam burlar o medidor, fazendo um encanamento paralelo e assim abastecendo sua casa, sem pagar pelo procedimento. Nestes casos os inquéritos instaurados são por furto.
Em todas as delegacias da cidade existem ocorrências policiais sendo investigadas. O gerente distrital da companhia, Rui Engrácia Garcia Caluz, disse que este tipo de problema é facilmente descoberto e que o morador surpreendido cometendo o crime, além de responder na delegacia às acusações de estelionato, é obrigado a ressarcir o prejuízo. “É uma prática que não compensa. O cliente ao ser descoberto paga em contas futuras o prejuízo que ele deu à empresa e responde criminalmente pela fraude”, disse Caluz.
Nas cinco delegacias da cidade existem dezenas de hidrômetros apreendidos com suspeita de algum tipo de “gato”. A região campeã deste tipo de crime é a zona sul, que compreende os bairros do complexo Aeroporto e Santa Bárbara.
O delegado Dalmo Matheus Polo, titular do 4º Distrito Policial, que responde pela área mais problemática, já instaurou 100 inquéritos de ações contra clientes fraudadores apenas em 2007.
A maioria deles, segundo o próprio delegado, é arquivado. “São crimes de estelionato. Após os moradores flagrados cometendo estes crimes ressarcirem a Sabesp, a própria promotoria pede o arquivamento. Nós temos muitas ocorrências que estão em fase de investigação”, disse Polo. A Sabesp ainda não tem os levantamentos oficiais de quantos hidrômetros foram fraudados neste ano.
O primeiro hidrômetro de cada imóvel é cedido gratuitamente pela Sabesp. Após a constatação de fraudes, o equipamento precisa ser trocado e custa, em média, R$ 44. Além, é claro, da contabilidade do prejuízo, calculado pela média das contas de água anteriores.
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