Arame e palitos de madeira são usados para a fraude


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Todos os dias, técnicos da Sabesp saem a campo com objetivo de fiscalizar e detectar este tipo de crime que vem causando prejuízos aos cofres da empresa. A maioria das fraudes é detectada pelos funcionários que percorrem os bairros fazendo a marcação de quanto o cliente gastou durante o mês. O furto de água geralmente é descoberto quando o cliente diminui radicalmente este consumo. Para a prática ilegal, os fraudadores colocam dispositivos como pedaços de arame, fios elétricos e palitos de madeira no medidor do hidrômetro, impedindo que ele marque o consumo de água. “Quando o Tace (Técnico de Atendimento ao Cliente Externo) descobre o ‘gato’, imediatamente o encanador e um perito da Sabesp vão ao imóvel. Constatando a fraude, o relógio é retirado e apresentado na delegacia mais próxima”, disse Rui Engracia. A maneira mais comum de se fraudar o hidrômetro é a utilização de um pedaço de arame colocado no relógio. O objeto bloqueia o giro do medidor. Outra fraude constatada é o chamado furto da água. O morador desvia o encanamento no subsolo, fazendo com que o abastecimento de seu imóvel não passe pelo medidor. “Nestes casos, o fraudador abre um buraco perto do hidrômetro e desvia a água do relógio, caracterizando o furto. Em Franca foram poucas ocorrências registradas, mas isso acontece. Os clientes foram multados e estão respondendo o inquérito policial”, disse Rui Engrácia, gerente da Sabesp.

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