Denúncias anônimas levaram os agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) a encontrar um bingo clandestino prestes a operar no Jardim Petráglia. No barracão, 18 máquinas de vídeobingo foram apreendidas. O barracão foi alugado por um homem de São Paulo e a polícia investiga se existem pessoas de Franca envolvidas com o jogo de azar. O equipamento estava pronto para ser usado.
O barracão onde funcionaria a casa de jogos foi estourado na Rua Walfrido Naziazeno Maciel. Uma equipe da DIG passou a investigar as denúncias de que um caminhão havia descarregado várias caixas no local durante a semana. “Quando recebemos informações de que neste local poderia funcionar, bingo, requeri um mandado de busca à Justiça. Na manhã de hoje (ontem), montei a operação e entramos no barracão, onde encontramos as máquinas”, disse o delegado Wanir José da Silveira.
No momento da apreensão, não havia ninguém no prédio e todo o equipamento estava desligado. A polícia apurou que os aparelhos ainda não haviam sido usados. Em contato com o dono do imóvel, ele informou que o barracão estava aos cuidados de uma imobiliária. “O responsável pelo prédio passou a ficha de quem havia alugado o barracão. Está em nome de uma pessoa de São Paulo, que não vamos divulgar para não atrapalhar as investigações. Quero saber se existem pessoas de Franca envolvidas na jogatina”, disse Silveira.
Para instalação do bingo clandestino, o acusado, segundo a polícia, alugou o prédio por um mês com pagamento adiantado.
As informações levantadas em Franca, segundo Wanir Silveira, também foram passadas aos agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). “Vamos contar com a ajuda de investigadores de São Paulo para levantar os envolvidos nesta quadrilha”, disse Wanir.
As 18 máquinas apreendidas no barracão foram transportadas por veículos especiais da Polícia Civil e entregues à Receita Federal. No início do mês de agosto, um outro bingo que estava funcionando clandestinamente em Franca foi fechado. A casa de jogos estava em uma sobreloja na Avenida Antônio Barbosa Filho.
ROTINA
Em abril deste ano, o Comércio publicou matéria especial mostrando a invasão das máquinas caça-níqueis em Franca. Segundo a reportagem, pelo menos mil máquinas estavam espalhadas por bares, restaurantes e padarias, movimentando a bagatela de R$ 2 milhões mensais na cidade.
Em maio, a polícia fechou os dois maiores bingos da cidade por falta de autorização para funcionamento: o Montecarlo e o Bingo Estação. Mais de 150 máquinas caça-níqueis foram apreendidas.
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