Apesar do `racha`, Helinho acredita em vaga olímpica


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Helinho revelou estar sabendo das divergências existentes na seleção: `mesmo assim, acredito na vaga`
Helinho revelou estar sabendo das divergências existentes na seleção: `mesmo assim, acredito na vaga`
Antes da bombástica entrevista do ala Marquinhos, que confirmou a existência de um "racha" entre os jogadores da seleção brasileira de basquete masculino e o técnico Lula Ferreira, o armador Helinho já havia antecipado em entrevista exclusiva ao Comércio que o treinador realmente enfrentava dificuldades no comando da equipe. Segundo o capitão francano, alguns atletas estariam se recusando a receber ordens de Ferreira e dos demais membros da comissão técnica, e a gota d`água para o rompimento entre as partes teria sido a derrota para Porto Rico por 97 a 75 na última terça-feira. "A partir do momento em que a seleção começou a contar com atletas que atuam na NBA e no basquete europeu, todos sabiam que o treinador precisaria ter pulso firme para controlar o time. Parece que isso não está acontecendo em Las Vegas", afirmou. Apesar dos problemas entre elenco e comissão técnica, Helinho acredita que o Brasil pode conquistar a vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim. "O grupo é forte, e o Leandrinho está fazendo a diferença. Além disso, a Argentina está desfalcada de seus principais jogadores. Se o Brasil controlar os nervos, pode ficar com a vaga em Pequim e chegar à final", completou. Para Helinho, se a seleção conseguir a vaga para as Olimpíadas, caberá apenas ao treinador dar explicações sobre as divergências, pois os atletas já terão feito a sua parte. Caso o time perca para a Argentina, o armador acredita que "a sujeira será jogada no ventilador". Como já está evidenciada a falta de comando de Lula Ferreira, as especulações dão conta que o treinador poderá deixar o comando da seleção e tão logo retorne ao Brasil, logo após o Pré-Olímpico. Indagado se o pai, Hélio Rubens Garcia, seria um dos candidatos ao posto, Helinho foi enfático. Ele explicou não acreditar que seu pai aceite um eventual convite da CBB (Confederação Brasileira de Basquetebol). "Ele tem muitas diferenças com os dirigentes da entidade e acho remota esta possibilidade. Mas o Lula nem foi demitido ainda, e tudo ainda está no campo das especulações. Vamos esperar para ver o que acontece", disse. Enquanto observa de longe os problemas na seleção, o elenco do Unimed/Franca segue treinando para o Campeonato Paulista de Basquete. O pivô Wendell Gibson está nos Estados Unidos e aguarda a liberação do seu visto de trabalho no Brasil para embarcar com destino à Franca. "Apesar da burocracia, espero que ele chegue aqui no final de semana", disse Marco Baptista, diretor da equipe francana.

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