Sob suspeita, Teixeira e Franceschi são reintegrados


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Wilson Teixeira, ex-secretário de Planejamento, em foto de arquivo: servidor voltou ao trabalho no dia 12, mas pediu férias
Wilson Teixeira, ex-secretário de Planejamento, em foto de arquivo: servidor voltou ao trabalho no dia 12, mas pediu férias
Acusados pelo Ministério Público de conluio e formação de quadrilha e ainda na mira da Justiça, os funcionários Marco Antonio Franceschi, engenheiro da Prefeitura, e Wilson Teixeira, ex-secretário de Planejamento, voltaram ao trabalho na primeira quinzena de agosto. Eles foram reintegrados após vencido o decreto, baixado em 15 de maio e prorrogado em 15 de julho pelo prefeito Sidnei Rocha, que determinava o afastamento dos dois servidores por 60 dias. Ambos foram implicados pelo MP no chamado “Escândalo do Bagres” pela suposta superestimativa das obras de contenção às enchentes em R$ 1,2 milhão e conluio na licitação da mesma obra para favorecer a empresa FFC Engenharia. Segundo o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, trata-se de um procedimento “normal” e não tem a ver nem com a absolvição nem com a condenação dos servidores. “Foi o fim de um procedimento administrativo. A portaria foi revogada no início de agosto, mas as investigações continuam e ambos estão sujeitos a novas punições, se as denúncias forem comprovadas”, afirma. Wilson Teixeira retornaria ao trabalho no último dia 13 e seria deslocado para a Secretaria de Obras. Não aceitou a nova casa e, antes que voltasse efetivamente ao batente, solicicitou férias, que estavam vencidas. Ele goza o benefício até 13 de setembro, quando poderá, se desejar, retirar mais um período de férias. “Minha licença dura 30 dias, mas posso pegar outro período de 30. Esse caso já me fez muito mal e não quero falar sobre ele”, disse ontem. Já Marco Antonio foi deslocado da Secretaria de Planejamento, onde servia, para a Secretaria de Obras. Ele trabalha normalmente desde a primeira quinzena de agosto. Procurado pela reportagem, ele não foi encontrado nem em sua residência nem na Prefeitura para comentar o assunto. INVESTIGADOS Embora possam desempenhar normalmente suas funções na administração municipal, eles não estão livres das acusações. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, pela Câmara de Vereadores e pela Prefeitura. Nenhuma das instituições concluiu as apurações ainda. Se comprovadas as denúncias, os dois, como funcionários de carreira da Prefeitura, podem sofrer punições que vão desde a advertência até a demissão. Já judicialmente, se confirmadas as acusações do promotor, ambos podem ser condenados a até sete anos de prisão. Procurado ontem, o promotor de Justiça Paulo Borges, responsável pela investigação do MP, está em férias e não atendeu a reportagem.

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