Laudo de peritos nega superestimativa


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Um laudo técnico assinado por peritos e divulgado ontem por um dos envolvidos no processo de sindicância do “Escândalo do Bagres” concluiu, após dois meses e meio de investigação, que as obras para contenção de enchentes não foram superfaturadas. O documento foi importante para a volta ao trabalho de Wilson Teixeira, ex-secretário de Planejamento, e Marco Antonio Franceschi, engenheiro da Prefeitura. O laudo, contudo, não significa uma decisão definitiva. Ele será analisado por uma comissão de sindicância que pode acatá-lo ou não. Segundo o documento, a metodologia utilizada pela Betontest para calcular o custo das obras - estimadas em R$ 4,1 milhões - não está errada. O valor havia sido contestado pelo Ministério Público, que comparou o valor a um estudo da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca) que indicava R$ 2,9 milhões como o total a ser pago pelas obras. Para os peritos, a Betontest considerou uma profundidade da calha do córrego maior do que a Emdef. A parte do documento a que a reportagem do Comércio teve acesso, contudo, não detalha de quanto é a diferença. Outro ponto apontado para justificar a discrepância dos valores é o tempo utilizado para elaboração da média de chuvas. A Betontest fez análises com a média dos últimos 50 e 100 anos, enquanto a Emdef utilizou 20 anos como padrão. Para Eduardo Berbel, advogado da empresa, os dados demonstrados pela peritagem eram “esperados”. “Já imaginávamos isso. Vamos aguardar o modo como as coisas irão se desenvolver e tomar as medidas próprias para buscar a reparação de danos”, disse.

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