Prefeito divide funções e acaba com brigas


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Para Jerônimo Sérgio Pinto, decreto do prefeito apenas regulamenta atribuições na Copel
Para Jerônimo Sérgio Pinto, decreto do prefeito apenas regulamenta atribuições na Copel
O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) baixou decreto ontem para definir, com detalhes, as atribuições dentro da estrutura da Copel (Comissão Permanente de Licitações) da Prefeitura. São 57 tarefas distintas, que estabelecem limites de poderes e obrigações dentro da comissão. Na prática, o tucano define regras e evita que aconteçam novos choques entre os dois responsáveis pela Copel, os secretários de Finanças, Sebastião Ananias, e de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto. Na semana passada, os dois trocaram farpas após o fracasso da licitação de vendas das contas-salário dos servidores municipais. Nenhum banco apresentou proposta para comprar a administração das contas. Para Ananias, o problema foi causado por falhas no setor de Recursos Humanos que teria informado incorretamente o número de servidores e o valor da folha de pagamentos. Jerônimo, responsável pelo RH, não gostou da postura do “colega” e devolveu as provocações, evidenciando o racha. A situação foi divulgada com exclusividade, pelo Comércio na última terça-feira. Para resolver a crise, Rocha interveio e delineou as competências de cada um para evitar que novos confrontos surjam no primeiro escalão. A partir de agora, Ananias comandará a elaboração e abertura dos processos e sua conclusão e continuará à frente da Divisão de Licitações e Compras. Fará a parte técnica e burocrática determinada pela legislação sobre licitações públicas (lei 8.666). Das 57 tarefas previstas, 34 ficarão sob sua responsabilidade. Procurado ontem, Ananias disse estar em reunião e não comentou o assunto. Já Jerônimo ficará com as outras 23 atribuições. Será o encarregado do corpo-a-corpo dos processos. Cuidará da recepção das ofertas, da abertura de envelopes, julgamento de recursos e impugnações. “Eu farei a parte externa da licitação, o lado operacional. O decreto nos dá competência legal para trabalhar”, disse. De acordo com o professor de Administração Pública da Unesp de Araraquara, Álvaro Martim Guedes, a atitude de Rocha foi a mais correta. “O prefeito fez o que devia: atribuiu as coisas com clareza para que se possa ter harmonia. Esse é o papel dele, fazer com que sua equipe trabalhe bem, sem que um atrapalhe o outro”, disse. O COMEÇO A divisão da Copel aconteceu em meados de maio, após vir à tona o “Escândalo do Bagres”, onde surgiram suspeitas em relação a uma licitação para obras no canal. Rocha demitiu o então presidente da comissão, Caetano Perobelli, e colocou em seu lugar Jerônimo. Isso teria incomodado Ananias, pois Perobelli era seu comandado e Jerônimo tem o mesmo status que ele na administração. Ananias negou. “Não sou vaidoso”, disse, na última semana.

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