As vaquinhas que costumam pastar nas margens de rodovias dos municípios de Patrocínio Paulista e Itirapuã que se cuidem. Se avistarem o delegado Manir Martos Salomão, é melhor deixar o capim de lado e sair correndo. Caso contrário, podem levar um balaço no meio da testa. Preocupado com os acidentes de trânsito provocados por animais, o policial resolveu radicalizar. Promete abatê-los a tiros caso um plano de captura não seja implantado dentro de 30 dias.
Delegado responsável pelas duas cidades, Manir não esconde a irritação ao falar da quantidade de animais soltos, principalmente, nas proximidades de rodovias vicinais, o que tem colocado em risco a vida de motoristas. Por pouco, ele mesmo não entrou para a relação de vítimas. “Na sexta-feira, quase ‘enchi’ a viatura no lombo de um cavalo”.
A gota d’água foi um acidente ocorrido anteontem na entrada de Patrocínio, quando um Monza atropelou uma vaca. “Não podemos esperar alguém morrer para tomar providências. Os fazendeiros precisam aprender que lugar de animal é no pasto. Vou aguardar 30 dias. Se as prefeituras não começarem a capturar, vou executar vacas e cavalos com tiros na cabeça e jogar no acostamento para os urubus comerem”.
Antes de sacar sua arma, o delegado Manir disse que vai filmar e fotografar os animais para provar que estão soltos e na iminência de causar acidentes. Ele não parece muito preocupado com possíveis reações contrárias de entidades de proteção. “Minha obrigação é evitar o perigo. É um absurdo o que está acontecendo. Passou da hora de alguém ter o saco roxo e fazer alguma coisa. Entre um animal e um humano, prefiro que o animal morra”, disse.
Na tarde de ontem, Manir já se reuniu com o prefeito de Patrocínio Paulista, Mauro Barcelos (PT) e falou de sua preocupação (e de seus planos). Também vai ter a mesma conversa com Marcos Henrique Alves (PMDB), de Itirapuã. Depois, vai esperar o prazo correr e calibrar sua arma. Os animais que não cruzem o caminho do delegado.
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