O Ginásio Poliesportivo pode ter, a partir do próximo ano, uma quadra nos moldes da NBA. O projeto da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura) inclui trocar o piso do Póli por um modelo moderno e com materiais semelhantes aos usados em ginásios da Liga Norte-Americana de Basquete dos Estados Unidos. O custo da obra está previsto em R$ 300 mil, sendo que somente a madeira utilizada tem custo em torno de R$ 100 mil.
A obra é para sanar um problema que passou a se tornar mais visível a partir deste ano: o fim da vida útil do piso.
Atualmente a quadra já apresenta lascas, o que origina farpas que podem machucar jogadores, falta de consistência em algumas áreas do piso e elevação dos tacos devido a falta de área de dilatação. A reportagem do Comércio visitou o Póli durante a troca do verniz da quadra e constatou os desgastes. Os pontos mais críticos estão na linha de três próximo ao banco onde ficam os times adversários; no meio da quadra e perto da tabela localizada na saída do vestiário.
A atual estrutura oferecida no ginásio foi montada em 1996, quando o Poliesportivo passou por sua última reforma e além do piso foi feita também a ampliação de sua capacidade de público de 3500 pessoas para 8 mil. Não houve reformas desde então, apenas retoques.
O presidente da Feac, Reginaldo Emídio, explicou que já procurou uma empresa especializada neste tipo de serviço para avaliar o que é necessário para realização da obra e orçar o custo. "Nós tivemos um contato com uma empresa de Belo Horizonte e o piso seria semelhante ao que hoje existe no Minas Tênis Clube. Mas a obra seria só para o ano que vem, já que consta no orçamento da Prefeitura enviado para aprovação pela Câmara Municipal", explicou.
Um dos materiais usados em quadras internacionais, a partir desta reforma, é conhecido como neoprene, composto de borracha sintética também utilizado em roupas de mergulho, por exemplo.
Com sua utilização, a quadra passará a ter um piso flexível, o que ajudará a absorver impactos e minimizar eventuais lesões dos atletas. Atualmente, não há um sistema de absorção de impacto como o utilizado com o neoprene. Hoje, o que há são chapas de isopor que ajudam a dar flexibilidade ao piso instalado.
Um dos contratempos para a troca do piso será o período das obras. O estimado são 90 dias, prazo que pode atrapalhar os compromissos do Unimed/Franca. Neste ano, a última competição com participação do clube foi no final de junho. O time voltou às atividades em setembro, ou seja, exatamente os dois meses previstos de reforma. Um atraso pode estender a obra e atingir o calendário de jogos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.