Mês do folclore


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Do ditado popular “vão-se os dedos ficam os anéis” à história do saci, tudo é folclore. A palavra, que surgiu em 1846, em Londres, da junção de duas palavras saxônicas (folk: povo e lore: saber), serve para designar a cultura popular de um povo. Para conhecer de perto um pouco mais do nosso folclore, o Museu Histórico Municipal “José Chiachiri” expõe, até amanhã, diversas peças que vão desde artesanato até brinquedos antigos. A diretora do Museu, Margarida Borges Pansani, disse que mais de 500 crianças já visitaram a exposição. “Reunimos as peças do Museu que remetem ao folclore - brinquedos, artesanatos, cerâmicas, livros e até uniforme das Cavalhadas - para que os visitantes possam conhecer mais sobre nossa história”. Ontem à tarde, cerca de 30 crianças da Escola Municipal “Domênico Pugliese” foram até o Museu, acompanhadas da professora Orlianey Macial Guimarães. “Trabalhamos o tema durante o mês na sala de aula e hoje viemos finalizar o trabalho sobre o folclore”. Curioso e concentrado em cada detalhe do Museu, o aluno da segunda série Vitor Eduardo dos Santos Padilha, de 8 anos, anotava todas as explicações que ouvia. “É a primeira vez que vim no Museu e achei muito legal. Anotei tudo para não esquecer depois. Gostei muito da história da mula-sem-cabeça”. Mula-sem-cabeça, saci, boi-da-cara-preta e o lobisomem são alguns dos principais personagens do folclore nacional. O professor José Sant’anna definiu, no Anuário do Folclore, que ele “está em todo o meio ambiente. E põe a magia do seu gênio em toda a parte: nas crendices, nas simpatias e nas supertições contras os ventos, chuvas, os raios e as doenças”. A lista de elementos folclóricos da nossa cultura é imensa, vai desde pratos típicos como a feijoada e a tapioca até a festa das Cavalhadas realizada anualmente em Franca. Só para dar saudade em quem já passou dos 30 e despertar a curiosidade dos pequenos que disputam espaço em frente ao Playstation 3 aí vão mais algumas demonstrações do folclore: passa-anel, amarelinha, balança-caixão, pião, peteca, queimada, entre outras tantas brincadeiras de rua. DOAÇÕES RARAS O Museu Histórico Municipal “José Chiachiri” recebeu, na semana passada, uma doação de 143 livros da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Na lista, a coleção do jornal Correio Braziliense; revistas bibliográficas e culturais; seminários sobre a repressão no Brasil República, mitos políticos, imigração; além de vários livros sobre história, economia, coleção de documentos da capitania de São Paulo. “É um material de grande relevância e que certamente será muito útil, principalmente porque temos uma faculdade de História”, disse a diretora do Museu, Margarida Borges Pansani.

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