De cada quatro motoristas que recorrem, um não paga


| Tempo de leitura: 2 min
Motos estacionadas em cima da calçada: uma das iniciativas da junta é verificar local onde foi registrada a infração antes de deferir recursos de cancelamento de multas
Motos estacionadas em cima da calçada: uma das iniciativas da junta é verificar local onde foi registrada a infração antes de deferir recursos de cancelamento de multas
De cada 4 motoristas que recorrem de multas aplicadas na cidade, um não paga. Em 2007, foram 5297 multas efetuadas na cidade, com 371 pedidos de cancelamento da punição. Entre eles, 96 foram aceitos, o que significa um índice de 25,9% de sucesso entre os que reclamam da multa. O número representa um aumento sobre 2006, quando 571 pedidos de revisão da penalidade foram protocolados, sendo que 112 foram deferidos. Nesse ano (2006), o percentual de deferimento foi de 19,6%. Os dados são da Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações ). É o caso do sapateiro AC, 30. Dono de um Santana vermelho, foi multado por estacionar em local proibido no Centro. Na infração, porém, o veículo veio discriminado como sendo cinza. Ele recorreu e, devido à divergência nas informações, teve a multa cancelada. Já José*, é um dos que se sente prejudicado com a aplicação de multas na cidade e está recorrendo à decisão. Ele levou duas no mesmo horário e em locais diferentes. De acordo com ele, no dia 27 de julho duas multas foram aplicadas à sua Parati preta às 22h30, uma na Avenida Amélia Pinheiro, com a alegação de o passageiro não estar com o cinto de segurança, e outra na Avenida Doutor Flávio Rocha, onde José teria avançado um sinal vermelho. Além da impossibilidade de o carro estar nos dois lugares ao mesmo tempo, o “infrator” garante ter provas de que estava com o carro na garagem. “Estava chovendo, estava em casa com a minha namorada. Quando recebi as duas multas juntas, fiquei sem saber o que fazer. Agora nós fizemos recurso para ver se a gente ganha”. A multa de José, assim como todas as outras, serão avaliadas duas vezes, de acordo com o secretário de Governo da Prefeitura, Odair Tristão. “Nós temos dois tipos de recursos em nível municipal. O primeiro é para autoridade de trânsito, para ver se tem vícios formais ou não. Se a multa está perfeita, aí se dá prosseguimento”. O próximo passo é a avaliação da Jari. Na Secretaria, o motorista preenche os papéis necessários e o processo é encaminhado à Jari. Roberto Correia, presidente da junta, disse que, ao analisar o pedido, a Jari faz o necessário para verificar se, de fato, houve equívoco. “Quando a pessoa protocola o recurso, ela é informada do dia que será julgado e pode comparecer. Quando isso acontece, nós ouvimos, podendo considerar procedente. (...)”, disse ele que chega a convocar os policiais que aplicaram a multa. “Quando nós temos dúvida em relação a alguma autuação, nós vamos ao local para verificar ou convocamos o policial para esclarecer com mais detalhes”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários