Ponte centenária vira alvo de bandidos em Restinga


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A ponte, construída em 1887 sobre o Rio Sapucaí, está totalmente abandonada e chama a atenção apenas de ladrões, que retiram pedaços de ferro
A ponte, construída em 1887 sobre o Rio Sapucaí, está totalmente abandonada e chama a atenção apenas de ladrões, que retiram pedaços de ferro
Ela já foi importante na época dos trens de ferro que cortavam a região rumo ao porto de Santos transportando, entre outros produtos, café e cereais. Hoje, está esquecida no meio do mato à mercê do tempo. A ponte centenária construída toda em ferro deslumbra à primeira vista. Mas só isso. Está totalmente abandonada e corre o risco de desaparecer se nada for feito. O patrimônio histórico está situado no assentamento da Fazenda Boa Sorte, em Restinga, sobre o Rio Sapucaí. Atualmente, tem chamado mais atenção de bandidos que, aos poucos, vão retirando pedaços de ferro da ponte para vender. A construção data de 1887 e tem estilo inglês. Foi erguida suspensa sobre o rio, não havendo sinais de colunas. O historiador francano José Chiachiri Filho conta que o projeto foi todo executado por engenheiros da Companhia Alta Mogiana. Não se sabe quanto tempo demorou para ser construida. “O que sei é que os engenheiros procuravam as margens mais estreitas para economizar material”. Mesmo assim, a ponte tem aproximadamente 8 metros de altura e 50 metros de comprimento. O secretário de Cultura de Restinga, Jorge Eurípedes, disse que na cidade não há informações oficiais sobre a ponte, o que se sabe é contado por pessoas da região. Um deles é o assentado Pedro Sebastião Rocha, 62, que reside há dez anos no Horto Boa Sorte. Ele é um defensor ferrenho da ponte de ferro. “É muito triste ver a situação dela. Está aí esquecida no meio do nada. Ela tinha que ser preservada. Acredito que poderia até ser explorada para o turismo”, disse. O autônomo francano Ralf Luís Finoti disse que, na década de 60, a ponte foi reforçada para receber locomotivas mais pesadas. Em 1977, foi desativada. “Ela foi usada por um tempo como passagem de carros, mas não durou muito. Hoje está lá totalmente abandonada, o que considero um absurdo”. Colaborou: Leandro Vaz

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