A profissão do psicólogo


| Tempo de leitura: 2 min
Partindo da etimologia da palavra, a profissão do psicólogo lida com o estudo do psiquismo, da mente humana. Como o ser humano é social, isto é, como se origina de outros e convive com outros, lidar com a mente humana implica lidar, igualmente, com o outro. O psicólogo trabalha cotidianamente com isso: com o outro, junto das pessoas; consigo mesmo, como ferramenta de trabalho, junto de outras pessoas, as quais se constituem o foco de seus estudos. As relações humanas são, portanto, o grande palco no qual se desenvolve qualquer ação, qualquer estudo, qualquer pesquisa que um psicólogo venha a fazer. Nesse sentido, toda a formação e a profissão de um psicólogo contempla o estudo de teorias, a aplicação dessas teorias nos atendimentos que faz, o desenvolvimento e a ampliação das próprias teorias da Psicologia, através da produção de conhecimento, ao que chamamos de pesquisa científica. Por tradição, no Brasil, essa profissão surge e continua marcada por grande parcela de seus atores atuando em consultórios particulares. No último 27 de agosto a Psicologia brasileira completou 45 anos de regulamentação profissional, e no decorrer destes anos tem sido observada uma alteração na antiga ênfase à Psicologia Clínica. Tem havido uma contínua e crescente implementação e criação de novas frentes de trabalho do psicólogo, que tem passado a atuar, também, no trânsito, nas políticas públicas, nas instituições de saúde mental, nos hospitais gerais, no esporte, nas organizações empresariais e na promoção de saúde pública. Enfim, onde quer que se situe o ser humano, os profissionais da Psicologia, sozinhos ou em equipes multidisciplinares, buscam alívio de sofrimentos e melhoria da qualidade de vida das pessoas. O psicólogo tenta “escutar” a subjetividade desse outro com o qual convive e dar uma significação genuína. Trata-se de uma profissão que busca dialogar com o outro, no que ele tem de singular o que seria próprio de sua existência individual, e no que ele tem de plural o que seria característico de sua vida coletiva. A partir dessa escuta, a construção de novas maneiras de percepção sobre si e sobre a vida é possível. Também há que ser observado que o perfil do psicólogo francano tem se tornado cada vez mais especializado, obedecendo à tônica da atualidade. Esses personagens do mundo “psi” têm buscado formação tanto na própria cidade, quanto em centros vizinhos de excelência reconhecida, e têm se aprimorado em seus modos de intervenção e, portanto, de escuta qualificada, se constituindo a Psicologia como um mercado de trabalho interessante e possível. TALES VILELA SANTEIRO é Psicólogo Clínico e diretor do curso de Psicologia da Universidade de Franca

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários