Atletas superam limites nas águas da represa de Rifaina


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Nadadores fazem a travessia da represa de Jaguara, na manhã do último domingo, em Rifaina. Trinta atletas participaram do evento, competindo em distâncias de 1, 2 e 5 quilômetros
Nadadores fazem a travessia da represa de Jaguara, na manhã do último domingo, em Rifaina. Trinta atletas participaram do evento, competindo em distâncias de 1, 2 e 5 quilômetros
No último domingo, a temperatura estava próxima dos 30 graus em Rifaina. Enquanto muitos banhistas se aproveitavam as águas da represa da cidade para se refrescar, 30 atletas participaram de uma prova que testou sua resistência e determinação. Organizado pela triatleta Márcia Pereira Mendes, o evento distribuiu medalhas para todos os inscritos. Mais importante do que o aspecto competitivo, o objetivo da prova foi proporcionar aos nadadores a oportunidade de praticar o esporte em águas abertas. "Queríamos tirar os atletas da rotina da academia, que é cair na água, fazer uma série de exercícios durante as aulas e depois ir embora. Nadar em águas abertas é uma novidade para a grande maioria dos participantes do evento", disse Márcia. O espírito contagiou os “atletas”. Mesmo sendo o último a completar a prova dos mil metros, o neurologista José Humberto Ubiali Jacintho não demonstrou insatisfação pela sua colocação. O simples fato de concluir o percurso deixou o médico orgulhoso de seu desempenho. "Estamos entre amigos e isso já tira aquele clima pesado que paira em competições. Não importa se cheguei em primeiro ou no último lugar. Para mim, o que vale é o fato de concluir a prova e depois ter a oportunidade de tomar uma cervejinha e ouvir uma moda de viola", disse o médico. Para garantir a segurança dos nadadores, os organizadores contaram com o apoio de homens do Corpo de Bombeiros, que acompanharam de perto o desenrolar da competição e prestaram socorro aos atletas, quando necessário. Os monitores do Projeto Navega São Paulo em Rifaina também estiveram presentes dando suporte aos organizadores. O ponto negativo foi o desrespeito dos condutores de lanchas e jetskis, que mesmo notando a presença dos nadadores, continuaram trafegando em alta velocidade pelas águas da represa. Somente após serem advertidos pelos soldados do Corpo de Bombeiros é que as embarcações foram afastadas do local da competição e permitiram seu livre andamento.

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