A nossa tragédia


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Muito boa a matéria que mostrou como está a rotina das famílias que perderam parentes em acidentes fatais aqui em Franca (o texto pode ser lido em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=19835). É difícil ver a vida após a perda de um ente querido. E o pior é saber que tudo continua como sempre esteve: os acidentes de trânsito continuam matando, sem nenhum respeito ao luto daqueles que perderam quem gostavam. A maioria dos acidentes continua acontecendo por imprudência dos motoristas. É muito ruim a sensação de entrar em casa e ter a certeza que o ente que partiu nunca mais estará ali. Conviver, então, com objetos pessoais, roupas, fotos é complicado. Compreendo o que as famílias enlutadas estão passando porque perdi recentemente uma tia por morte natural – algo que eu e minha família esperávamos – e está sendo muito difícil. Dá para imaginar a dor quando se perde alguém por acidentes brutais, que ninguém espera. Infelizmente, providências serão tomadas apenas quando as ruas matarem um filho, ou parente muito próximo de alguma autoridade aqui da cidade. Cidadãos comuns são encarados como “apenas mais um ou estatística” que a morte levou. Tiago Monteiro Martins é estudante e integra o Conselho de Leitores do Comércio ***** Embora eu defenda uma campanha de conscientização dos motoristas e a presença ostensiva da PM nas ruas, os radares são essenciais para coibir excessos. Os brasileiros só se mexem quando dói no bolso. Aí, vem o prefeito dizer que a ele não interessa pagar essa conta? Isso é um absurdo. E as vidas que estão sendo ceifadas por conta desta decisão? A maioria das medidas contra os males no trânsito envolve investimentos, mas o que falta mesmo é boa vontade política, seriedade, menos incoerência e mais honestidade. Ana Célia de Freitas é educadora e integra o Conselho de Leitores do Comércio

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