Especialistas ouvidos pelo Comércio da Franca são unânimes em afirmar: a fiscalização sobre o Legislativo é essencial para garantir à população mais representatividade. Informados sobre os levantamentos realizados pelo jornal sobre o desempenho parlamentar dos vereadores francanos, três diferentes cientistas políticos expressaram opiniões semelhantes.
O professor de filosofia da Unicamp (Universidade de Campinas), Roberto Romero, é categórico: “É preciso acompanhar de perto os projetos de leis e os interesses que estes projetos trazem, bem como o trabalho dos vereadores, analisando aspectos como presença em sessões e atendimento ao público”, disse.
Ubaldo Silveira, cientista político e professor de filosofia e ética da Unesp de Franca, por sua vez, não aprova o comportamento da maioria do Legislativo. “A série do Comércio tem mostrado bem o que é a Câmara francana. O verdadeiro papel do vereador não é só propor homenagens, mas sim elaborar formas que beneficiam toda a comunidade, para o bem público. Aquele que se preocupa em só homenagear alguém, nomear praças, escolas e ruas faz politicagem e não política”.
Ele disse, ainda, que o atendimento ao público também é fator “fundamental” no dia-a-dia do político. “Em Franca, acredito que exista atendimento, mas é mais uma coisa pessoal do que institucional”, disse.
Para o especialista em gestão pública da Unesp de Araraquara Álvaro Martim Guedes, a situação encontrada em Franca - atrasos às sessões, projetos irrelevantes e pouco atendimento no gabinete - não é privilégio da cidade. “A mesma realidade pode ser encontrada na esmagadora maioria das Câmaras Municipais do Brasil afora. Hoje, o Legislativo está numa situação muito cômoda, de atender a pequenos pedidos de populares e apenas fiscalizar o Executivo e isso não é válido”, disse.
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