Engana-se quem pensa que a tecnologia trabalha apenas em função dos telefones celulares. Os fixos também estão se modernizando e não são mais como nos tempos da vovó. Hoje em dia estão cada vez mais completos e diferentes.
As teclas de redial e flash, que, há tempos, faziam toda a diferença em um aparelho telefônico, não impressionam mais.
Agora, o que vale são os identificadores de chamadas e a função viva-voz. A secretária eletrônica também passou a ser um requisito indispensável e os modelos sem fio ganham cada vez mais espaço nas residências da cidade. Além disso, itens como despertador, calendário, agenda, calculadora e entrada para fone de ouvido não são mais novidades exclusivas dos aparelhos celulares. Atualmente, os fixos também oferecem estas opções.
As funções também se modernizaram. O alcance dos aparelhos sem fio está cada vez maior. Eles funcionam em distâncias cada vez maiores, o que também os tornam semelhantes aos portáteis. De acordo com o gerente de departamento técnico Rogilson Rezende, existem telefones que funcionam em um raio de até 10 km de distância da base. “Mas esses ainda não foram liberados à venda”, disse. Os disponíveis no mercado de Franca têm o alcance médio de 300 metros e custam entre R$ 120 e R$ 450. Os com fio custam entre R$ 27 e R$ 290.
Mas para os jovens que não são fissurados em tecnologia e o que importa mesmo é o visual do telefone, os novos modelos não deixam a desejar. Algumas empresas investem em criatividade e colocam no mercado aparelhos com teclados externos, formatos inusitados e cores extravagantes.
A estudante Mariana Perbone, 14, é apaixonada pela cor rosa. As paredes, os móveis e os acessórios de seu quarto são todos neste tom. E, adivinha o que faltava para deixar o cômodo ainda mais com sua cara? O telefone. “Eu fui à loja com a minha mãe e fiquei louca para comprar um. O aparelho é pink e combina muito com o meu quarto”, disse.
Não foi para combinar com a decoração, mas os amigos Renato Mesquita, 23, Leonardo Gonzales, 22, Renê Moraes, 23, Filipe Martorello, 22, e Alberto Magno, 24, também ganharam um telefone diferente. O aparelho tem o formato do personagem Homer Simpson e, há quase dois anos na casa, carrega muitas histórias. “Uma amiga nossa trouxe o telefone dos Estados Unidos em homenagem ao Filipe que também é chamado de Homer”, disse Renato. Para eles, o objeto é comum, mas ainda chama muita atenção. “Ele fica em exposição aqui na república e todo mundo que chega, comenta”.
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