Fumante por mais de duas décadas, sedentário e propenso a ter enfisema pulmonar. Por causa da saúde em risco, o ex-avicultor Paulo Borges Morais, 63, decidiu trocar a corrida pela natação.
Ele mudou de vida, se livrou de problemas mais sérios e adotou um objetivo: ficar entre os cinco primeiros do Brasil na natação acima de 60 anos. Hoje, ele ocupa a 8ª posição. A próxima prova que ele enfrentará será em Ribeirão Preto, nos dias 15 e 16 de setembro. A última etapa do Brasileiro acontecerá em Porto Alegre (RS). Hoje, disputará a travessia da represa de Jaguara, em Rifaina, a partir das 9 horas. Outras 29 pessoas nadarão distâncias que variam de 500 metros, 1000 m, 2 mil m e 5 mil m.
A história de Paulo Borges é exemplar. Ele começou sua "carreira" depois dos 50 anos. quando levou o próprio pai a uma consulta com um pneumatologista. "De conversar com o médico, ele falou que eu ficaria pior que meu pai, que estava com enfisema pulmonar. Para evitar a doença, recomendou que se não gostasse de natação era para começar a gostar. Por sorte já gostava".
Dias depois da consulta, pulou na piscina. De lá para cá se passaram dez anos. "Em agosto completou `aniversário` e neste tempo eu não fiquei mais do que dez dias parado.", afirmou. Mas não foram só experiências boas.
Borges passou por um susto em uma de suas viagens para treinar. Ele vive no Sítio Primavera, a 10 quilômetros de Cássia (MG), e de segunda a quinta-feira levanta às 4 horas para cuidar da alimentação, orientada por nutricionista, e viajar para Franca, de ônibus, onde treina. No ano passado, o ônibus em que Borges estava se acidentou e ele sofreu achatamento de vértebras. "Fiquei parado sete dias, mas me recuperei rápido", recordou.
Nem o acidente diminuiu sua perseverança. "Participei de quatro brasileiros e fui para o Chile, no Sul-Americano. Para mim, a natação melhorou tudo, até o desempenho sexual", comemorou o nadador, que apesar dos 63 anos, disse que está melhor agora do que há 30 anos.
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