O que pode levar um pai a torturar a própria filha de 7 meses? Apesar de confessar a violência, Samuel Henrique é contraditório ao tentar justificar.
O lavrador e a mulher moram juntos desde novembro de 2006. Quando se casaram, ela estava grávida. Tido como pessoa tranqüila e sem antecedentes criminais, ele trabalha em uma fazenda na zona rural de Itirapuã, onde cultiva hortaliças. Ganha R$ 400 por mês. Lucinda fica em casa cuidando da filha.
No dia em que as agressões foram descobertas, Samuel tentou alegar inocência. Primeiro, disse que não sabia de nada. Depois, justificou que estava com a filha no colo e ela esbarrou a perna no fogão. Não convenceu. Apertado pelos policiais, abriu o jogo. “Ele foi frio e afirmou que colocou fogo na criança usando o isqueiro porque ela chorava e também por suspeitar que poderia ser filha de outra pessoa”, contou o delegado Manir.
Entrevistado pelo Comércio, Samuel alegou ter agido sobre suposta influência de problemas. “Eu estava com depressão, né? Tenho dores fortes na cabeça. Estava com problemas financeiros, etc. etc. Com minha infantilidade, acendi o isqueiro e cheguei na perna dela. Não tava no meu sentido normal”. Ele negou que tenha queimado a criança por suspeitar que ela possa não ser sua filha. “Isto daí, não. Não tem nada a ver”. Embora tenha negado que desconfia da paternidade da criança, por diversas vezes chegou a falar para a mulher que tem dúvidas se é o pai. “Pior que já falou isso, sim”, confirmou Lucinda. O lavrador pretende continuar com a mulher, mas ela está propensa a se separar. “Já estou mexendo com os papéis. Depois do que fez, não quero mais saber dele. É difícil perdoar a pessoa que faz isso com a própria filha. Não justifica o que fez. É uma maldade muito grande”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.