Aeroporto não tem gasolina para aviões e helicópteros


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TUDO PARADO - Pista do Aeroporto “Tenente Lund Presotto” com avião parado e bombas de gasolina à esquerda
TUDO PARADO - Pista do Aeroporto “Tenente Lund Presotto” com avião parado e bombas de gasolina à esquerda
Resolvido parcialmente o problema da pista de pouso, que estava danificada, o Aeroporto “Tenente Lund Presotto” enfrenta agora um novo desafio: seu posto de gasolina de aviação está desativado. Com isso, se dez das 12 aeronaves que se encontram nos hangares no local precisarem abastecer, terão de se dirigir a Ribeirão Preto ou Batatais, ou aproveitar viagens e encher o tanque em outros aeroportos. O motivo é a rentabilidade do empreendimento. O consumo médio mensal em Franca é de apenas 3 mil litros. Para complicar, os aviões da Passaredo e duas outras grandes empresas, que seriam clientes em potencial, utilizam querosene de aviação, que nunca teve bombas na cidade, e abastecem em outras localidades. O litro da gasolina de aviação sai, de custo, por R$ 3,60. Para tornar o negócio rentável, o administrador do posto - que pediu para não ser identificado e será chamado de Neto - diz que teria de vender cerca de 5 mil litros, a quantidade mínima entregue pelo fornecedor. “Você já viu dono de posto limpando avião dos outros? Não dá lucro e resolvi fechar”, questiona o proprietário, que trabalhava na limpeza de uma aeronave quando falou com a reportagem. Ele afirmou, ainda, que vai vender o posto e, até lá, não deve repor os estoques. A negociação já foi iniciada com o dono de uma rede de postos presente em outros aeroportos do Estado e deve ser fechada, segundo Neto, nos próximos dois meses. Como o futuro proprietário compra uma quantidade maior de combustível, ele teria condições de negociar melhores preços com o fornecedor. Caso a compra se concretize, Neto acredita que em um mês o fornecimento deva ser normalizado. O engenheiro Roni Pereira, que produz aviões em um dos hangares do aeroporto, diz que a falta de gasolina afetará sua produção, mas é possível se adaptar. “Com certeza atrapalha um pouco. Vamos ter que colocar alguma coisa de combustível aqui dentro, uns 60 litros no avião, e ir até uma cidade maior que tenha combustível à disposição, mas a situação é contornável”. Para a aviação empresarial, a situação é mais cômoda. “Quando as empresas fazem um vôo para cidades que não têm posto, como Franca, elas estão prevenidas e decolam com combustível suficiente para chegar a outra cidade que tenha posto”, diz Pereira. A situação de Franca, porém, não é única. Em uma pesquisa no site do Daesp (Departamento Aeroviário de São Paulo), é possível constatar que, além de Franca, 11 dos 32 aeroportos administrados pelo órgão não têm postos, entre os de Bauru, Marília, Bragança Paulista e Itanhaém. O Daesp foi contatado para se posicionar sobre o assunto, mas não deu respostas até o fechamento da edição.

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