A tecnologia não se restringe apenas à cidade. O campo também se rendeu às facilidades tecnológicas. Muitos agricultores, sejam eles pequenos ou grandes, investem alto para comprar maquinário que facilite o dia-a-dia no meio rural e reduza os gastos com mão-de-obra. A cada ano, aumenta o número de equipamentos agrícolas que entram nas lavouras. Para se ter uma idéia, nos últimos dois anos mais de 70% da produção de café da região foi colhida por colheitadeiras e a tendência é crescer ainda mais.
Atrás dessas tecnologias, centenas de agricultores da região compareceram ao Dia do Agricultor realizado ontem, em Cristais Paulista.
O evento durou toda a sexta-feira no Parque de Exposições “José Alexandre Junqueira Vilela” e reuniu 55 empresas. Destas, 18 são de Cristais Paulista. No recinto, os produtores puderam encontrar de tudo em equipamento especialmente voltado para a cultura de café. O fazendeiro Antônio Américo, de Cristais, gostou do que viu. “Deixei todos os meus afazeres para visitar a feira”, disse ele, enquanto “namorava” um microtrator. O equipamento é usado para rodar o café no terreiro, o que facilita a secagem. O diretor da empresa fabricante, Sami El Jurdi, disse que a máquina tem tido boa saída. “Na região de Franca temos vendido, em média, 25 por ano”.
O “xodó” da empresa é a colheitadeira de café a jato. O equipamento custa R$ 250 mil e a cada três horas percorre um hectare. “Neste tempo ela faz o mesmo trabalho que cem homens demorariam para fazer”, disse Sami. Em razão do alto valor do equipamento, muitos agricultores se associam para comprá-lo. Já os grandes, aproveitam para ganhar um dinheiro extra em época de colheita com o aluguel da máquina. “Em geral o aluguel é de R$ 200 a hora”, disse.
O lançamento deste ano foi a máquina especializada em colher os grãos de café que ficam no chão após a colheita. “Acredito que ela terá boa saída, já que os produtores estão cada vez mais buscando reduzir custos”, disse Roger Wellington, do departamento comercial da empresa fabricante. Essa última tecnologia poderá reduzir ainda mais a mão-de-obra na zona rural. O que acontece hoje é que muitos produtores utilizam a colhetadeira para colher os grãos e os catadores para fazer a varrição.
Os pequenos produtores também tiveram vez na feira. Um triturador de milho pôde ser comprado por R$ 1,2 mil. Oportunidades de negócios não faltaram. A organização ainda não divulgou os valores das transações comerciais realizadas durante a feira.
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