6ª feira do escritor Francano


| Tempo de leitura: 2 min
“É a literatura francana cumprindo seu papel para que cada geração possa partir de um patamar acima daquele de seus antepassados, edificando assim a Literatura”. A frase da professora e escritora Regina Helena Bastianini reflete o sentimento dos organizadores e participantes da 6ª Feira Escritor Francano que chega ao fim hoje. Ontem à noite, em um balanço parcial, eles avaliaram as vendas e o público como satisfatórios, anunciaram a seqüência da Feira no ano que vem e no mesmo local: praça pública. O diretor da Divisão de Cultura, Sérgio Menezes, ressaltou a importância de se realizar o evento em local aberto. “O resultado foi muito positivo. Além das escolas que agenderam as visitas, a população compareceu, o público foi surpreendente. Só de crianças, até sexta-feira, nós tivemos 3,5 mil visitantes. As atividades culturais, como contação de histórias, também chamaram atenção”. As vendas de livros corresponderam às expectativas. “Nós teremos o número exato de livros vendidos só na segunda-feira. Mas já sabemos que o saldo é positivo. Muita gente visitou os estandes, principlamente crianças”, disse Fernando Oséias da Silva, editor da Ribeirão Gráfica Editora. Um dos fundadores e idealizadores da Feira, o professor e escritor Luiz Cruz, disse que a Feira de Franca tem objetivos diferentes das demais feiras literárias da região. “As outras são bancadas por editoras e têm objetivos mercantilistas, de vender livros. A nossa é para estimular a criação literária local. Na feira de Ribeirão Preto, por exemplo, não tem espaço para escritores locais”. De acordo com Cruz, nas seis edições da Feira do Escritor Francano foram lançados mais de cem livros. As duas primeiras Feiras foram bancadas por Cruz e Silva; a partir da terceira a Prefeitura passou a organizar e tornou o evento obrigatório por lei. “Me sinto com a obrigação do meu dever cumprido. Não fiz mais do que minha obrigação como cidadão da área da educação e da cultura”, disse Cruz sobre sua iniciativa de fundar a Feira. A programação que encerra a feira hoje tem dança e música. Às 9 horas o Ballet Carla Pacheco faz apresentação de diversos estilos de dança, como jazz, sapateado e dança de salão. Às 14 horas começa a troca de livros. Às 17 horas é a vez do grupo Batuque de Umbigada (leia mais na página C-4) se apresentar. E encerrando, com chave de ouro, às 19 horas, será lançado Cantares, a antologia da Academia Francana de Letras ao som de Erlindo, no sax, e Lisiane, no piano digital.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários