Julho registra menor índice de empregos do ano em Franca


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A geração de empregos em Franca no mês de julho atingiu o menor índice do ano. O saldo, diferença entre contratações e demissões, foi de 166 vagas. Dos últimos cinco anos é o segundo mais baixo e só perde para 2005, quando o resultado foi negativo. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão ligado ao Ministério do Trabalho, que analisa mensalmente a evolução do emprego em todos os municípios. O setor de agropecuária foi o vilão pelo baixo desempenho de emprego em julho. A queda na safra de café que, de acordo com levantamento da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas da Região de Franca), foi 70% menor neste ano, é apontada como principal motivo de fechamentos de postos de trabalho no setor - menos 337 postos. Jamil José Leonardi, subdelegado do Trabalho, confirma. “Geralmente, quando a safra é grande, a colheita acontece entre maio e setembro. Neste ano, chegamos a visitar fazendas de produções de café em maio e a colheita já havia terminado”. Das nove atividades econômicas registradas pelo Caged, a indústria calçadista ainda é a que mais se destaca na cidade quando o assunto é emprego. Sozinha, ela criou 547 postos de trabalho em julho e ajudou a reforçar o índice positivo de empregos, quando somados todos os meses do ano. De janeiro a julho, o setor foi responsável por 7.092 vagas de um total de 8.685 criadas. No mesmo período do ano passado, eram 4.693 vagas, de um total de 7480. Para Jamil Leonardi, o saldo de emprego deve ser melhor nos meses de agosto e setembro, quando as indústrias começam a contratar funcionários para a produção de final de ano. “É um período sazonal. Sempre temos um ótimo índice de contratações nesses meses”. A sapateira Mônica de Souza, 38, torce para que Jamil esteja certo. Ela pretende conseguir uma colocação como coladeira de peças ainda neste mês. “Espero que comecem a admitir logo”. Já a estudante de administração Ana Tereza Tacuri Flávia está em busca de emprego há mais de um ano, mas na sua área: quer ser assessora administrativa. “Apareceram alguns trabalhos, mas acabou não dando certo. Quem sabe agora neste segundo semestre eu consiga uma boa colocação”.

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