‘Estava no meu limite. Precisava voltar’


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A francana Marina Imada, 22, vive situação parecida com a de Edinaura, Joel e Cristian. A diferença é que ela extrapolou as fronteiras do Brasil e vive com o marido do outro lado do mundo, no Japão. Depois de dois anos e meio no outro País, retornou a Franca para rever os familiares. Ela chegou na semana passada, mas até aterrissar na cidade, precisou viajar de ônibus e avião por aproximadamente 40 horas (entre paradas e escalas nos aeroportos até São Paulo, Suíça, Tóquio e outras) e vai desembolsar cerca de R$ 5 mil. Marina reencontrou os pais, os três irmãos (ela é a segunda filha), tios, primos e amigos. “Ainda não consegui visitar todo mundo porque a família é muito grande”. Essa é a primeira vez que os vê depois da mudança. “Sinto muita saudade. É complicado ficar fora. O psicológico interfere na nossa vida e se você não estiver bem, não vai ter um bom rendimento. Tive de voltar porque estava no meu limite, com muita saudade da minha família. Precisava tomar esse fôlego para conseguir continuar lá”, disse. Com a vinda, Marina pôde conhecer o sobrinho Miguel, que nasceu enquanto estava fora. A criança já está com um ano e um mês, andando e falando. “Minha irmã teve o bebê quando já tinha me mudado para o Japão e não pude conhecê-lo. Ele é lindo”. Marina e o marido moram em Shioka, cidade localizada a 300 quilômetros da capital, Tóquio, e trabalham numa fábrica com montagem de faróis. Eles se casaram faz quatro anos, residiram em Campo Grande (MS) e foram morar na cidade japonesa para juntar dinheiro e retornar ao Brasil com condições de construir uma casa e realizar outros sonhos. “Devemos ficar lá mais uns três anos”. Enquanto não regressam, os telefonemas semanais, internet e cartas garantem, ao menos, alguns contatos com os familiares. Ela calcula gastar R$ 1 mil por mês só com as ligações para Franca. Marina está de férias e ficará um mês na cidade. Agora, ela sente saudade do marido, que ficou trabalhando na fábrica de faróis japonesa. “Estou doidinha para voltar e ficar com ele”. Depois que aterrissar novamente no Japão, não sabe quando conseguirá rever a família. “A volta é uma incerteza”, disse Marina.

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