Segui: ‘Não acho vergonha a gente admitir a realidade’


| Tempo de leitura: 1 min
O chefe da Polícia Civil em Franca, Maury de Camargo Segui, encarou como normal o fato de as delegacias da cidade contarem com sistema de monitoramento eletrônico fornecido por empresa particular. Saiba o que ele tem a dizer a respeito. Comércio - A medida não passa a imagem de que a própria polícia não está confiando no sistema de segurança do município? Maury de Camargo - Mostra a realidade em que vivemos. Mesmo você tendo um sistema de segurança que envolve duas polícias, uma de policiamento preventivo (Militar) e outra de polícia judiciária (Civil), existe a possibilidade de os prédios privados ou públicos serem arrombados. O prédio público exige atenção especial, pois é de todos nós. As delegacias não têm vigilância feita por homens à noite, como ocorre no Batalhão da PM, no próprio Tiro de Guerra e em alguns próprios municipais. Comércio - Como os equipamentos foram adquiridos? Maury de Camargo - É possível e legal a Delegacia Seccional pagar por este tipo de serviço. Basta fazer uma licitação. Não foi o caso. Tenho necessidades mais importantes em Franca para usar nossos recursos. No caso, os equipamentos nos foram doados pela empresa. Não acho vergonha a gente admitir a realidade, qual seja: mesmo os prédios da delegacia, que não têm vigilância física à noite, precisam de cautela, precisam de cuidado. As unidades estocam armas, drogas, arquivos e inquéritos policiais. Então, pode haver interesse na destruição do patrimônio. Comércio - Não é antiético a polícia ganhar equipamentos de empresas particulares? Maury de Camargo - Nunca recebi a visita de nenhum representante da empresa e nem me foi pedido absolutamente nada. Se precisarem, serão atendidos como uma vítima normal, como são todas as pessoas. Cuidar do patrimônio público é uma virtude e não um sinal de fraqueza.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários