JK: Vigilância confirma salmonela


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A Vigilância Sanitária de Franca confirmou ontem a bactéria salmonela como a principal responsável por levar pelo menos 30 pessoas aos hospitais depois de comerem JK no restaurante Barão. O prato, tradicional na cidade, feito à base de arroz com gema de ovo, presunto, queijo, carne e batata, provocou intoxicação alimentar. As vítimas apresentaram sintomas como diarréia, vômito, febre, dor de cabeça e indisposição, receberam atendimento médico e ficaram em observação. O episódio aconteceu no domingo Dia dos Pais (12 de agosto) e foi retratado em matéria do Comércio da Franca, na edição de quarta-feira, dia 15 de agosto. Chefe da Vigilância Sanitária, Fernando Baldochi disse que a bactéria foi encontrada em amostras da refeição servida naquele dia. O sanitarista só não soube precisar qual alimento seria portador da bactéria. Os alimentos mais propensos a ela são ovos e carnes crus. “Recolhemos amostras de presunto, queijo e ovos que estavam no restaurante para fazer análises laboratoriais. Todos os resultados deram negativo. Acreditamos que a bactéria estava nos ovos, mas somente naqueles utilizados no preparo dos pratos”. Baldochi explicou que, apesar de 50 pratos de JK terem sido vendidos naquele dia e que, em média, 250 pessoas terem comido o alimento, nem todas foram vítimas da infecção. “Depende da quantidade de alimento ingerido e da resistência imunológica da pessoa. Talvez cinco pessoas da mesma família tenham feito a mesma refeição e somente três passaram mal”. Como a investigação ainda não foi finalizada, nos últimos dias funcionários do restaurante, que trabalham na manipulação dos alimentos, estiveram na Vigilância para fazer exames clínicos que ajudarão no fechamento do caso. “Eles passaram por exames de fezes e recolhemos também resíduos de mão e unhas. Tudo com o objetivo de apontar as causas da contaminação”, disse o chefe da Vigilância. Mesmo sem saber a origem da bactéria, o restaurante tem alterado alguns procedimentos internos e mudado a receita original do prato. “Temos monitorado o restaurante e eles deixaram de utilizar ovo cru no JK. Eles têm atendido a todos os pedidos de mudança de estrutura e rotina e intensificado o programa de controle de saúde”.

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