O cobrador autônomo FAO, 49, não estudou Direito e passou longe das universidades. Para ele, o fato de não ter formação profissional é um mero detalhe. Vestido com roupas sociais e com uma pasta nas mãos, gosta de andar pela cidade se apresentando como advogado. Por mais incrível que possa parecer, conseguiu angariar alguns clientes. As vítimas descobriram a farsa e o denunciaram à polícia. Agora, o espertinho responderá pelo crime de estelionato.
Em dezembro, o golpista esteve em uma loja no Centro de Franca e convenceu uma vendedora a contratar seus “serviços” para tocar uma causa de aumento de pensão alimentícia. Recebeu R$ 200 adiantados para agilizar a papelada e sumiu. A mulher foi ao endereço passado por ele e não o encontrou. Na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ficou sabendo que não havia registro em nome do suposto advogado. Foi quando descobriu que havia caído em um golpe.
Não foi a única farsa do “doutor”. Ele também esteve em um posto de gasolina e ameaçou o proprietário com processo para receber a dívida de um cliente. Recebeu certa quantia e vales para abastecer (aproveitou e falsificou cópias do vale). Tanto o cliente quanto o dono do posto ficaram no prejuízo.
O golpista foi descoberto pelos investigadores do 1º DP e indiciado pelos dois crimes de estelionato. Ao puxarem sua ficha, os policiais descobriram que ele já tinha três passagens anteriores pelo mesmo tipo de crime, uma por atentado violento ao pudor e outra por lesão corporal. Ele responderá em liberdade.
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