A experiência de alguns membros também faz a diferença no CVV de Franca. Em 20 anos de trabalho prestado, o voluntário Vander tem muitas histórias para recordar. Momentos de desabafo de quem estava vivendo um problema e que teve a atenção e o amparo do voluntário.
Houve um dia em que ele atendeu um político da cidade. Em meio a pressão e a falta de confiança do meio, o tal político resolveu se “abrir”. “Fiquei muito surpreso porque nunca imaginei que uma pessoa tão importante da cidade ligaria para a gente”. Mas não é só em momentos de tristeza que uma pessoa procura o grupo. “Houve uma vez que uma mulher ficou tão feliz por ter sido pedida em casamento que ligou para gente entusiasmada”, disse o voluntário que completa: “Estamos presentes nas horas boas e ruins das pessoas”.
Numa das vezes em que estava de plantão, Vander se emocionou com um telefonema. Era de uma mulher que pedia a Deus para sobreviver. “Ela sofria de câncer. E a todo momento pedia para vencer a doença. Atendi, conversamos e ela desabou. Infelizmente nunca mais tive contato com essa senhora, espero que ela tenha realizado o seu maior desejo”.
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