Sobra mercado e faltam produtores para alimentos orgânicos na região


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Jonas Bergamini em seu pomar de limões sem agrotóxicos: produto chega a custar cinco vezes mais que limões cultivados com produtos químicos
Jonas Bergamini em seu pomar de limões sem agrotóxicos: produto chega a custar cinco vezes mais que limões cultivados com produtos químicos
Recusando clientes. Assim os plantadores de produtos orgânicos - ou seja, sem agrotó-xicos - da região têm agido, nos últimos meses, por falta de condições de suprir a demanda por produtos deste tipo. Para se ter uma idéia, a Prefeitura de Franca se dispôs a comprar quase 12 mil quilos de alimentos como cenoura, chuchu, tomate, beterraba, repolho e abobrinha, além de 1,4 mil maços de folhas por mês. Até agora, por falta de capacidade produtiva, o acordo não pôde ser fechado. O negócio, que começou de forma tímida há três anos com a ajuda do SAI (Sistema Agroindustrial Integrado), ganhou reforço em julho. Um grupo de 15 famílias agricultoras criou a Associação dos Produtores Orgânicos de Franca e Região e, através dela, organiza uma feira, que acontece no Centro, duas vezes por semana, onde a produção é comercializada. A feira, que completou um ano, acontece às quartas e sábados, das 8 horas ao meio-dia, na Rua Voluntários da Franca, 1840. Entre os produtos estão verduras, legumes, frutas, arroz, açúcar, doces, mel e café. Jonas e Vera Lúcia Bergamini estão entre os produtores. Jonas é presidente da Associação dos Produtores Orgânicos e também é proprietário de um sítio de dois alqueires a dez quilômetros de Ribeirão Corrente. No local, cultivam frutas, hortaliças e café. Ganham, em média, R$ 1,2 mil mensais com a venda de alimentos na feira. “Ainda não vendemos o café e a entressafra do limão taiti deve começar logo; com isso a renda deve aumentar”, disse. O limão, por sinal, é um bom exemplo de como o mercado orgânico pode ser lucrativo. Cada caixa de 30 quilos do produto custa de R$ 50 a R$ 60, em média, o mesmo valor para ser produzida que o limão com agrotóxico. A diferença de preço, porém, pode chegar a até cinco vezes, já que a caixa do produto não-orgânico custa menos de R$ 15. Para a família, trabalhar com orgânicos não só proporciona lucro, mas também colabora com o meio ambiente e a saúde de quem lida com a terra como também do consumidor final. “Antes sofria com uma alergia nas mãos. Não conseguia mais trabalhar com a terra. Tirar os defensivos agrícolas foi a melhor solução”. Financeiramente, a troca permitiu a redução de mais de 70% nos gastos com substâncias químicas usadas nas plantações. “Antes, gastávamos R$ 2.225 com produtos de proteção, agora produzimos nosso próprio biofertilizante, a custo bem menor”. COMO FAZER Para se tornar produtor de alimentos orgânicos basta procurar a feira do grupo na Rua Voluntários da Franca, toda quarta e sábado.

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