‘Desintoxicação’ é lenta


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Para iniciar o cultivo de orgânicos, o produtor interessado precisa conhecer a terra. Acostumada, na maioria dos casos, ao uso de pesticidas e adubos químicos, a área precisa de um diagnóstico para determinar informações como qualidade, deficiências, o que se pode produzir e características ambientais da propriedade. Engenheira agrônoma do SAI (Sistema Agroindustrial Integrado), Maria Fernanda Malvecino Nogueira diz que o estudo é caro, mas pode ser oferecido gratuitamente pelo Sebrae. “Nós também disponibilizamos todo o apoio gerencial, palestras e cursos”. Maria Fernanda também lembrou que, para obter o equilíbrio sustentável do ambiente, é preciso tempo. Seria um período de “desintoxicação”. “Conseguir o equilíbrio da área, leva em média, três anos e dá mão de obra. Depois, o trabalho é menor e os gastos diminuem”. O produtor Jonas Bergamini, 63, está prestes a concluir os três anos. Com a ajuda da mulher e de um funcionário, ele busca alcançar a certificação de agricultura orgânica. O selo assegura que não houve aplicação de química no processo de plantio. “Como custa caro adquirir o selo sozinho, estamos aguardando o prazo para fazer o pedido em grupo”, diz. A certificação custa em média R$ 10 mil anuais, mas, divididos pelos produtores da Associação, o valor sairá em torno de R$ 80 mensais para cada uma das 15 famílias associadas. “A certificação indica a responsabilidade social do produtor, a sua preocupação com o ambiente e com a qualidade nutricional do produto. A partir daí, é embalar os alimentos e escoar a produção”, afirma a engenheira.

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