Franca completa 100 dias sem nenhum assassinato


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No dia 13 de maio, o desempregado Cássio Henrique Batista Arantes, 20, foi encontrado morto com sinais de espancamento nas margens da estrada que liga Franca a Ibiraci (MG): foi a última ocorrência de homicídio registrada em Fra
No dia 13 de maio, o desempregado Cássio Henrique Batista Arantes, 20, foi encontrado morto com sinais de espancamento nas margens da estrada que liga Franca a Ibiraci (MG): foi a última ocorrência de homicídio registrada em Fra
A polícia comemora hoje um marco na luta contra a redução da violência em Franca: há 100 dias não são registrados assassinatos na cidade. O recorde anterior havia sido verificado em 2006, quando não ocorreram homicídios num período de 70 dias. Nos oito primeiros meses de 2007, dez pessoas foram assassinadas em Franca, uma das quais vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). No primeiro semestre do ano passado, foram 13 homicídios e dois latrocínios. O último caso de homicídio foi registrado no distante dia 13 de maio, quando o desempregado Cássio Henrique Batista Arantes, 20, foi encontrado morto com sinais de espancamento às margens da Rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG). Para a Polícia Civil local, são fortes os indícios de que ele teria sido morto na cidade mineira e apenas desovado em Franca. Os autores ainda não foram presos. Caso as suspeitas de desova se confirmem, aumentaria ainda mais o período sem assassinatos na cidade. “Desde que a cidade cresceu e passou a conviver com os problemas de segurança típicos dos verificados em cidades grandes, é a primeira vez que fica tanto tempo sem registrar homicídios. O normal era ficar, no máximo, dois meses sem este tipo de crime”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior. Responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o policial acredita que as prisões e o rigor das penas aplicadas pela Justiça a autores de assassinatos podem ter relação com o “jejum” dos crimes na cidade. “O homicídio é um crime difícil de ser evitado, mas, com certeza, as ações da polícia e a firmeza da Justiça têm contribuído”. Desde o fim do ano passado, a DIG conta com um setor específico para investigar ocorrências de homicídios, latrocínios e tentativas de homicídios. Sob a responsabilidade de Márcio Murari, a equipe é formada por quatro investigadores. Cinco assassinatos ocorridos em 2007 ainda não foram esclarecidos.

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