Apontado pela polícia como líder da quadrilha que abastece Franca de drogas, Renon Tomás da Costa, 29, o “Vaca”, foi surpreendido com entorpecentes durante abordagem feita pela PM no dia 30 de agosto de 2006, véspera do aniversário de fundação do PCC. Ele era procurado sob acusação de envolvimento em crimes e ataques feitos pela facção na cidade.
De acordo com a Polícia Civil, o criminoso seria um dos “pilotos” (gíria usada para definir os chefes da facção em cada cidade) em Franca e comandaria o crime nas regiões do City Petrópolis e do Leporace.
“Vaca” também era suspeito de ser um dos caixas do PCC. A polícia localizou um imóvel que funcionava como uma espécie de escritório contábil do acusado. No local, foram apreendidos vários comprovantes bancários e anotações. Os policiais estimaram que ele movimentava mais de R$ 50 mil em drogas por mês.
Mesmo na cadeia, “Vaca” estaria comandando o tráfico pelo telefone. Contava com um grupo de confiança nas ruas para mover seus negócios. A quadrilha já foi quase dizimada pela Dise, o que teria significado um duro golpe nas finanças do criminoso.
No dia 2 de agosto, os policiais prenderam duas mulheres (TTS e LGP) que ocupavam funções estratégicas no esquema de distribuição de drogas e arrecadação com o tráfico.
Em poder de LGP, a polícia apreendeu três quilos de crack, um quilo de cocaína, dezenas de porções de maconha e duas armas de fogo. As drogas estavam avaliadas em R$ 100 mil. Namorada dele, TTS se encarregava das finanças. Na sexta-feira, o bando sofreu outra baixa dura com as prisões de Ednilson e LGP. “Além do tráfico, a quadrilha pode estar envolvida em assaltos e, até, homicídios”, finaliza Dallaqua.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.