Uma corrida com tradição de 54 anos e um título cobiçado dentro do Campeonato Regional Hípico. O troféu de São Bernardo Abade foi disputado no último domingo em Claraval (MG) como é feito há décadas, mas sem a pompa de antes. Isso porque o Clube Hípico Claraval, precursor das corridas hípicas, também não é mais aquele e atravessa uma fase ruim, fora da zona de classificação para as semifinais. O adversário também não era feito de "cavaleiros alados e vencedores". O Clube Hípico Ibiraci realiza sua pior campanha desde a criação, há 18 anos. Em 15 rodadas, faltando apenas três para acabar o 2º turno, a equipe não conseguiu vencer ainda sequer uma vez. Há provas em que o clube está "zerado" nesta temporada.
A Taça São Bernardo de Abade foi desejada por esses dois clubes, mas os donos da casa conseguiram mantê-la em Claraval após fazer uma boa corrida e conseguir no placar uma diferença de 114 pontos sobre o adversário. O resultado final foi 438 a 324 para os donos da casa.
O técnico claravalense, Guaraci Eurípedes Soares, mostrou-se contente com a vitória e o troféu, mas demonstrou insatisfação com a atual situação do clube. "Assinamos com muitos cavaleiros novos, temos cinco com idades entre 14 a 16 anos, que estão em formação. Temos também cinco cavalos novos. Nos 54 anos de história, essa é a segunda vez que não ficamos entre os quatro (primeiros)", lamentou ele.
Já um dos treinadores do Clube Ibiraci se mostrava bem mais satisfeito com o desenvolvimento de sua equipe no campo. "Até que corremos melhor, mas nosso problema é com os cavalos", comentou Lázaro dos Santos, que teve o incentivo de cerca de 30 pessoas que viajaram do município mineiro até o local da prova em um ônibus emprestado pela prefeitura.
A própria presença do público nas arquibancadas do campo mineiro mostrou como a disputa deste ano foi bem menos cotada. A organização divulgou a presença de "apenas" 500 pagantes. Como comparativo, outra corrida de domingo, entre os clubes hípicos Patrocínio e Cristais Paulista, reuniu 700 pagantes, em Patrocínio Paulista.
Diante de um período "das bruxas" na tradição, a volta por cima é prometida por quem ajuda a escrever a história das corridas hípicas. "Estamos montando um time mais forte e para surpreender no próximo ano", prometeu o técnico do Claraval, Guaraci Soares.
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