Yes, nós também vendemos produtos para o exterior


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Quem pensa que exportação é coisa de cidade grande está muito enganado. Municípios como São Joaquim da Barra, Batatais e Patrocínio Paulista expõem seus produtos em vitrines de todo o mundo. Só nos primeiros sete meses do ano, os três juntos chegaram a exportar mais de US$ 26,24 milhões, ou R$ 53,25 milhões, de acordo com a cotação do dólar de ontem. As demais cidades da região, com exceção de Franca, não aparecem como exportadores nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. De janeiro a julho de 2007, Franca exportou US$ 137,74 milhões. A campeã em vendas externas é São Joaquim da Barra, que exportou US$ 20,28 milhões neste ano. Na pauta de exportação, produtos derivados da cana. O açúcar aparece como o líder absoluto das vendas, com 39,65 milhões de quilos exportados, seguida pelo álcool, com 13,7 milhões de quilos. E a cidade vem aumentando suas exportações. Em dois anos, entre 2004 e 2006, a venda externa da cidade aumentou três vezes e meia, passando de US$ 24 milhões para US$ 88 milhões em 2006. Na seqüência aparece Batatais, que tem na exportação de maquinário agrícola seu grande portfólio. As vendas, no entanto, se recuperam de uma intensa queda, registrada a partir de 2005, quando as exportações caíram pela metade em função do preço do dólar. O empresário Rubens Dias de Moraes, da Jumil, empresa de maquinários agrícolas, é um dos exportadores. Ele explica que tem atuado de forma agressiva no mercado externo para compensar a queda nas vendas sofridas por aqui. Hoje, 20% de sua produção é para outros países. “Estamos participando em diversos países do mundo, com mais ousadia no mercado externo, devido às dificuldades do mercado brasileiro, desde 2005. E estamos crescendo nas exportações, embora com o câmbio defasado, quebrando os ganhos.” Já em Patrocínio Paulista, os números exportados, assim como os produtos e seus destinos, variam a cada ano. Em 2003, por exemplo, as exportações da cidade chegaram a US$ 3,7 milhões; em 2004 caíram para US$ 833 mil e em 2006, chegaram ao valor de apenas US$ 10 mil. Já em relação aos produtos, houve uma ampliação do catálogo exportador. Em 2005, a cidade exportava apenas couro, que perdeu destaque em 2007 para a cachaça e artigos da seleiros. Os destinos também mudaram, sendo que, há três anos, Portugal liderava a compra de produtos patrocinenses. Hoje, quem mais compra da cidade é Hong Kong.

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