Os licores produzidos no Mosteiro de Claraval (MG) têm rótulo próprio e conquistam turistas do Brasil inteiro, mas os monges cistercienses querem mais. Irmão Inácio da Veiga pensa em registrar a marca, legalizar toda a produção e vender a bebida em maior escala.
O sonho deve ser executado a partir de 2008, porém já foi real nos primeiros quatro anos de fabricação. A licoraria era indústria e até emitia notas para quem pedisse. Segundo o monge, a localização geográfica de Claraval, distante 20 quilômetros, atrapalhou que o negócio continuasse naqueles padrões. “Escoar a produção era difícil naquela época. Claraval ficava isolada, a estrada para Franca não era boa. Tínhamos bons clientes, inclusive, vendíamos muito na Francal, mas depois a feira também foi embora”, disse.
Irmão Inácio, antecipando o crescimento de vendas, até promoveu a modernização do laboratório, mas faz questão de frisar que o processo não deixará de ser artesanal. “Alguns vidros onde descansamos o licor estão com muito tempo de uso. Como não conseguimos encontrá-los com facilidade e eles são muito sensíveis, resolvemos comprar alguns tonéis de alumínio”, explicou o monge.
De propaganda, os monges parecem que não irão precisar. “A cantora Inezita Baroso é uma cliente assídua e fala dos nossos licores. O prefeito de Claraval também é um grande divulgador da bebida no meio político, além disso, recebemos turistas de toda parte do Brasil”.
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