Teatrinho amador


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Soa ridícula, como quase tudo neste governo, a tentativa de exploração ‘marketeira’ do prefeito re-anunciando investimentos em algumas obras que já estão praticamente concluídas, além do recapeamento de ruas com os recursos da Sabesp e alguns poucos investimentos em educação, que somente serão realizados se houver necessidade de demonstrar despesas para ele atingir os 25% de gastos com Educação, como manda a legislação vigente. O restante das propostas anunciadas envolve serviços de manutenção, reparos e reconstrução de canais e voçorocas, que foram feitos por todos os governos desta cidade nos últimos quarenta anos, desde que Hélio Palermo iniciou a canalização do Córrego do Cubatão, em meados dos anos 60. Nem se pode dizer que isso chega a ser investimento, aliás, na verdade são utilizados recursos de custeio do orçamento municipal que sempre existiram, não há nada de novo em fazer isso nem de investimento propriamente dito. Sua insistência na questão da “crise financeira”, que já existia em 1996 (Balieiro entregou o governo com déficit e atraso na folha de pagamento do funcionalismo), é uma cortina de fumaça para justificar a sua incompetência administrativa e política no trato de questões importantes. Sob o manto da economia a qualquer custo, sem levar em conta o atendimento das demandas sociais que atingem a todos, mas principalmente os mais pobres, fizeram-se cortes. Como resultado, por exemplo, temos a carnificina no trânsito. Os problemas gerenciais na saúde levaram a uma intervenção do Estado, que teve que assumir o atendimento na Santa Casa. Outro aspecto que chama a atenção na conversa-mole do prefeito é que vai cobrar multa de empreiteiras que atrasarem a entrega das obras. É só verificar quantas multas desta natureza ele aplicou até agora. Basta verificar ainda a quantidade de aditamentos que povoam as publicações dos contratos da prefeitura, concedendo mais prazo e recursos para a construção das obras, por falta de projeto detalhado e planejamento adequado. Com prazos exíguos para executar, apenas para efeito pré-eleitoral, algumas obras poderão ser malfeitas. Por que não licitou bem antes das chuvas? Ora, por falta de planejamento... Por falar em falta de planejamento, característica desta gestão, o prefeito disse que as obras anunciadas era uma cobrança da oposição: ‘aquele planejamento que a oposição fala que não existia, nós fizemos (...)’. Se anunciar obras que já estão quase prontas, manutenção dos canais, (que sempre foi um serviço permanente) e o recapeamento, sem dizer por onde começa e acaba (ou seja, ainda não está planejado...) é fazer planejamento, ele, como sempre, está brincando com a inteligência do povo. O “teatrinho” serve apenas para esconder o vazio de idéias de Sidnei e do dividido PSDB para o futuro da cidade. Mauro Ferreira é arquiteto

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