Problemas e esperanças


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Alfredo Palermo Especial para o Comércio A cidade de Franca, nossa terra, se tornou muito conhecida não só neste Estado, como em todo o País, como a “Terra do Calçado”. E pelo seu ritmo de exportação, que durante anos vendeu seu principal produto industrial a dezenas de outros países, passou a ser conhecida no comércio internacional pela qualidade e pelos tipos de calçados - principalmente masculinos - de nosso parque fabril. Com a queda da moeda forte, o dólar, que era a certeza de bons negócios internacionais, declinou compreensivelmente o “élan” das exportações, afetando a indústria calçadista, com reflexos na grande massa operária, como também na sede de empresas fornecedoras e em outros empreendimentos citadinos. Em sua coluna semanal neste Comércio, um especialista do setor calçadista, o jornalista Antônio Carlos Coutinho, na edição do dia 14 último, sob a epígrafe “É um mês tenebroso”, referindo-se a agosto, elencou dificuldades, mas registrou palavras de esperança no futuro da nossa maior indústria: “O fabricante do sapato masculino tem, no momento, uma expectativa elevada para os negócios de setembro a novembro. Será ótimo, muito bom, diz o grupo que consultamos.” É bom poder ler isso, vindo de voz confiável. E embora outras vozes pessimistas persistam, é uma tradição que, de setembro até o Natal, o comércio calçadista apresente melhoras significativas para os produtores que enfrentam heroicamente o mercado externo. Como se sabe, as atividades ligadas ao comércio também sofrem a alteração de estruturas antigas existentes na cidade. No setor fabril, algumas fábricas de calçado fecharam as portas, e outras montaram filiais em outras cidades. No entanto, Calçados Samello e Calçados Sândalo, não desejando fechar sua firma, apelaram para a “Recuperação Financeira”, uma solução em que terão tempo e espaço comercial para se refazer. Por seu turno, a grande e tradicional firma “Amazonas Produtos para Calçados”, sofrendo a crise do calçadismo francano, contratou um conhecido executivo, Antônio Britto, que trabalhou como consultor na gaúcha Azaléia, para o compromisso de recuperar as linhas-mestras das atividades da contratante, uma das mais antigas e sólidas empresas francanas. Ainda em termos de empresas de Franca, há que se registrar dois casos: o “Supermercado Compre Bem” e o restaurante Mansueto. Este só patrocinará eventos sociais (festas familiares ou sociais), substituindo-o pelo restaurante Sol Brasil, aberto em frente ao Shopping de Franca. Quanto ao Compre Bem, sua direção anunciou o fechamento total, por deficiência de rentabilidade, o que se lamenta, pelos bons serviços prestados até agora.

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