Há dois anos, Franca perdia Corrêa Neves


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Morte de Corrêa Neves completa dois anos neste sábado: Lembrança do jornalista permanece viva na mente daqueles que o conheceram
Morte de Corrêa Neves completa dois anos neste sábado: Lembrança do jornalista permanece viva na mente daqueles que o conheceram
Há dois anos, o Comércio perdia o seu grande líder, e Franca, uma parte de sua história. Foi num dia 18 de agosto que a voz rouca e marcante de Corrêa Neves se calou. Eram 21 horas quando os médicos anunciaram o falecimento do maior jornalista que a cidade já teve. O homem responsável por revolucionar o setor de comunicação na cidade e transformar o Comércio numa referência, não resistiu às doenças que o acometiam havia algum tempo e morreu na UTI do Hospital Unimed. Dois anos se passaram e a lacuna deixada pelo “seu Corrêa” não foi preenchida. Talvez, nunca o seja. Sua lembrança permanece viva na mente daqueles que o conheceram. Apesar da ausência, os ensinamentos do velho mestre continuam ecoando entre familiares e funcionários do jornal. “Foram dois anos difíceis e de muitas transformações nas nossas vidas. O Corrêa sempre foi a pessoa forte da família e, nós, os colaboradores do barco que tocava. Ele freqüentou todas as instâncias do poder e morou em palácio (dos Bandeirantes, desde a inauguração e durante dois anos), mas o espaço físico-emocional de que mais gostava e que mais amava era o jornal”, diz Sônia Machiavelli Corrêa Neves, presidente do Conselho de Administração do Comércio da Franca. Dona Sônia - como é chamada pelos amigos - conta que um grande sonho do marido era aliar jornal e rádio. “Tenho certeza de que o Corrêa ficaria orgulhoso e muito feliz se pudesse conhecer nossa nova estrutura de mídias integradas. Ao levantar esta sede, estamos honrando sua memória e perpetuando seu nome”. Companheiros de redação se lembram com carinho da convivência com o experiente jornalista. “Durante nove anos, aprendi muito trabalhando com o senhor Corrêa. Nos últimos dois, não tive este privilégio. Ficam a saudade e a certeza de que estaria satisfeito em ver o jornal crescer e trilhar novos caminhos, sempre com respeito ao leitor e fiel ao princípio de oferecer a melhor e mais atual informação. A melhor homenagem que podemos prestar é trabalhar sério e com afinco todos os dias”, diz Sérgio Marques, editor de Esportes. Para o motorista Walter Ferraro, o amigo que fez ao longo de 16 anos jamais será esquecido. “Você acha que vou esquecer do meu grande mestre? Sinto muitas saudades dos tempos em que andávamos juntos. Diariamente, percorríamos todas as bancas da cidade. Ele era muito preocupado com o todo e com os detalhes, queria que o jornal estive sempre à vista no melhor lugar. Gostava de dar boas gargalhadas. É uma ausência muito sentida”.

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