Marcelly* tem 23 anos, faz faculdade e mora há seis anos em Franca. Loira, olhos castanhos, 1,70 m, 60 quilos, corpo escultural e, como muitas pessoas de sua idade, gosta de baladas, assiste aos jogos de basquete do Unimed/Franca e sai freqüentemente com amigos. A diferença é na profissão: ela usa a internet para conseguir clientes e fazer programas que rendem cerca de R$ 5 mil mensais.
A atividade é esporádica. Três vezes por semana, ela entra em salas de bate-papo de Franca e conhece pessoas. Quando o papo esquenta, ela anuncia quanto custará a noite de amor: entre R$ 100 e R$ 150, dependendo do caso, mais despesas como motel e transporte. Para ela, a solidão dos outros é um bom negócio. “A grande maioria dos clientes é muito sozinha. Além do sexo, eles querem companhia na maioria das vezes”, diz.
Ela afirma nunca ter feito “ponto” nas ruas e diz abominar prostitutas que têm agenciadores, os famosos cafetões. “Na internet, eu mesmo acerto tudo e posso ficar com o dinheiro todo, além de poder fazer tudo sem me expor tanto”, afirma, ressaltando que chega a ganhar R$ 3,5 mil por mês. “Nunca faço mais de um programa por dia, e tenho muitos clientes que ficam fixos. Consigo pagar a faculdade e manter um bom padrão de vida”, diz ela, que mora sozinha. (Eduardo Schiavoni)
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