Namoro virtual: dá para confiar?


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Encontrar a alma gêmea nos dias atuais não é um “bicho de sete cabeças” para quem usa a rede. Hoje, achar seu amado ou amada ficou bem mais fácil que há anos atrás. A internet, principal cupido usado pelos solteirões, é a maneira mais fácil e comum para muitos, principalmente os mais tímidos. Nem a falta de contato físico e as declarações duvidosas que infestam o meio virtual impedem que pessoas criem um laço de amizade e, às vezes, concretizem em um relacionamento mais duradouro. É o caso de Janine Pires, que namora há mais de cinco anos usando programas de relacionamento na internet. Ela é francana e o namorado, carioca. A distância de 800 km que os separam, porém, não impede que os dois se sinta “unidos” através da tela do PC. Quando decidem se encontrar pessoalmente, o namorado viaja 11 horas de ônibus e gasta em torno de R$ 250. Já a francana gasta com interurbanos quase R$ 100 por mês. Para ela, compensa. “Vale a pena pagar qualquer preço para nos sentirmos mais juntinhos. Se não fosse a Internet, ficaríamos muitos dias sem saber do outro”, disse a apaixonada. Não há contra-indicação para os que usam a rede para se relacionar com outras pessoas. A psicóloga Cléria Bittar condena, contudo, o exagero e afirma que a quantidade excessiva de comunicação via internet pode desgastar o relacionamento. “Tudo que é exagerado não é bom. Às vezes o casal sente falta do contato físico, bate a saudade e nada melhor do que estar ao lado de quem amamos”, disse.

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