Cesta básica sobe quase R$ 32 em um ano


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Consumidora passa por banca de tomates em supermercado de Franca. Fruto aumentou mais de 111% no intervalo de julho para agosto e inflacionou a cesta básica
Consumidora passa por banca de tomates em supermercado de Franca. Fruto aumentou mais de 111% no intervalo de julho para agosto e inflacionou a cesta básica
O preço médio da cesta básica em Franca está R$ 31,72 mais caro em relação ao mesmo período do ano passado. A alta de 26,72% é apresentada pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef com base em levantamento feito nos supermercados da cidade. Em agosto de 2005, os 13 produtos que compõem a cesta custavam R$ 118,69. Um ano depois, esse valor subiu para R$ 150,41. Somente com o valor pago pela diferença no preço da cesta, de um ano para o outro, seria possível comprar sete litros de leite, quatro quilos de feijão, três quilos de arroz, seis quilos de batata e dois quilos de açúcar. Essa é a segunda cesta básica mais cara do ano. Em março, os mesmos produtos chegaram a custar R$ 153,78. Comparada à cesta do mês passado, a variação é de 8,98%, o que equivale a R$ 12,39 a menos no bolso do consumidor. Para a dona de casa Maria Conceição da Silva, os preços estão inviáveis e, o pior, não acompanham o salário do marido. “Nesse período ele quase não teve aumento. Pode parecer pouco, mas R$ 32 faz diferença no bolso”. Segundo o Ipes, dos 13 produtos pesquisados, apenas quatro apresentaram queda de preço, os demais todos tiveram alta. Os “vilões” da inflação foram o tomate e a banana. O primeiro ficou 111,29% mais caro. O quilo da banana subiu 20,80%. Além de tomate e banana, o leite e à manteiga também aumentaram mais de 4%. A alta se deve a entressafra e ao aumento da demanda mundial do produto. Gerente operacional da Ceagesp de Franca, Giovani Dominici diz que o clima frio é um dos responsáveis pelo aumento dos hortifrutis. “As temperaturas mais baixas retardam o crescimento do fruto, com isso diminui a produção. Com pouca oferta, o preço aumenta na balança. Como os dias estão mais quentes, a tendência agora é que haja uma queda de valores”. Para o professor de economia e diretor do Ipes, Hélio Braga Filho, o preço da cesta básica oscila muito entre um mês e outro porque é composta de produtos que sofrem com a entressafra, o excesso de demanda, o valor de insumos, as condições climáticas, entre outros fatores. “Muito se fala numa economia instável, mas com os produtos da cesta básica é difícil manter um único preço durante todo o ano. Eles são sensíveis e apresentam variações de preço de acordo com a sazonalidade”.

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