Fábrica é assediada por outras cidades


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Ter a fábrica de aviões sediada no Aeroporto “Tenente Lund Pressotto”, em Franca, atualmente é uma questão de causalidade para o sócio-proprietário da Aeroálcool Omar José Junqueira Pugliesi. Em processo de expansão, a empresa está com o espaço físico esgotado e pelo menos duas cidades paulistas, Gavião Peixoto e São Carlos, tem assediado o engenheiro para mudar a situação. A primeira, é onde está instalado um pólo aeroespacial da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica). Já São Carlos é referência em engenharia aeronáutica devido à presença da USP (Universidade de São Paulo). Para Pugliesi, o assédio é interessante porque toda a indústria aeronáutica só consegue se desenvolver com o apoio governamental. “Precisamos do apoio político devido aos altos custos envolvidos. Na fabricação de aviões, demora muito para ter um giro de mercadoria, por isso a importância do apoio institucional”. Segundo o empresário, em Franca, apesar das tentativas, não houve retorno do município. Pugliesi disse também, que a grande dificuldade da empresa é o espaço físico. “Tenho dois barracões que juntos somam 1,2 mil metros quadrados, mas não são suficientes. Há necessidade de expandir, mas não tem para onde, inclusive pelo fato da fábrica estar em uma área do Estado”. A empresa fica dentro do aeroporto para obedecer a uma espécie de regra. “Toda empresa aeronáutica precisa ter contato com aeroporto. O avião precisa sair da fábrica voando, ele não vai de um lugar para o outro de caminhão. A pista é essencial”.

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