A antiga e ingênua brincadeira de “o que é o que” foi modernizada com o advento de tecnologias modernas como a Internet e a telefonia móvel.
Agora chamamos de ‘Quiz’, e brincamos por e-mail, nas home-pages e por torpedos.
Pensando em resgatar a originalidade da brincadeira pensei em algumas perguntinhas que acredito ser do interesse de muitos de nós, francanos, brasileiros, cidadãos.
1) O que é o que é? Animal mamífero, bípede da família dos primatas, pertencente à subespécie Homo sapiens sapiens.
2) O que é o que é? Animal mamífero, quadrúpede da família Equus hemionus, que se encontra tanto em estado selvagem como doméstico. Tem sido muito utilizado como besta de carga e para criar mulos.
3) O que é o que é? Agente político que atua no âmbito dos municípios, no poder legislativo, conforme a forma de governo constitucional. No Brasil, ele tem atividade legislativa e parlamentar, gozando de prerrogativas legais assecuratórias do mandato, como a imunidade por suas palavras.
4) O que é o que é? Preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de farinha de trigo, regado com molho de tomates e coberto com ingredientes variados que normalmente incluem algum tipo de queijo, carnes preparadas ou defumadas e ervas, normalmente orégano ou manjericão, tudo assado em forno.
5) O que é o que é? Lugar ou situação onde vale tudo, sem ordem, onde predomina a confusão, a balbúrdia e a desorganização. Sua origem remonta ao século 14.
Atenção para o gabarito: 1) Homem; 2) Asno; 3) Vereador; 4) Resultado de algumas CPIS e CEIS pelo Brasil afora; 5) Casa-da-Mãe-Joana.
Vamos agora à análise do seu desempenho.
Se você acertou as respostas um, dois e três, parabéns, você é praticamente um especialista em “o que é o que é’.
Se você errou as questões quatro e cinco não se preocupe, às vezes as aparências enganam, principalmente quando o assunto é Brasil e política, afinal de contas política nunca foi e nunca será uma ciência exata e o Brasil, bom, o Brasil é o Brasil.
Em terras de Cabral Homo sapiens sapiens nem sempre é tão ‘sapiens’ e o Equus hemionus nem sempre é utilizado apenas como besta de carga ou para criar mulos.
Por aqui o Homo carrega no lombo o fardo dos impostos, dos juros escorchantes e das mazelas morais e éticas dos homens públicos.
Aqui o Homo usa o cabresto na fila de espera pelo atendimento público de saúde, de previdência privada e assistência social.
No país do futuro, o Homo parece usar uma quaieira. Quanto aos Equus, como diria o ditado, estão na sobra.
ALEXANDRE HENRIQUE LEONEL é farmacêutico e integrante do Conselho de Leitores do Comércio da Franca.
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