28 horas. Cinco veículos furtados em Franca


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Ladrões voltaram a agir em diversos pontos da cidade furtando veículos, mas o Centro (foto) ainda é o local preferido da bandidagem
Ladrões voltaram a agir em diversos pontos da cidade furtando veículos, mas o Centro (foto) ainda é o local preferido da bandidagem
Os bandidos não cruzaram os braços. A comemorada redução dos casos de furtos de carros - que chegou a registrar queda de 50% em junho -, sofreu um revés nesta semana. No intervalo de apenas 28 horas, cinco veículos foram levados por marginais. A maioria deles na área central, considerada pela polícia como sendo o local de maior incidência desta modalidade de crime. Ainda não há pistas dos bandidos que levaram tais veículos. Apenas em 2007, 330 veículos foram furtados em Franca. A onda de furtos começou no Centro, por volta das 8 horas de quarta-feira, quando dois carros foram levados por ladrões em um curto espaço de tempo. Um Gol bege ano 1992, que estava estacionado na Rua Estevão Leão Bourroul, e um Fusca branco, ano 1979, que foi deixado pelo dono na Rua Marechal Caxias, cruzamento com a Voluntários da Franca, foram levados numa diferença de duas horas. “Enquanto fui ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), eles levaram meu carro. Quando voltei ao local em que havia deixado meu Fusca, não acreditei... Fiquei desesperada”, disse a auxiliar de enfermagem Rosângela Borges, 46, moradora no Jardim Paulistano. Eram 19 horas do mesmo dia, quando mais uma pessoa foi vítima de furto. No Bairro São Joaquim, o industrial Hélder José Bortoloti, 32, teve sua Perua Kombi carregada com caixas de sapatos levada pelos ladrões. Três horas depois, foi a sapateira KS, 18, que teve sua moto Titan furtada da porta de sua casa no Jardim Portinari. Completando as 28 horas de furto, ontem, por volta das 11h30, um Omega ano 1994 foi levado pelos criminosos. O carro estava estacionado na Rua Major Mendonça. JUSTIFICATIVA Para a polícia, o dia viveu um “efeito sazonal”, pois é quase impossível manter a tendência de queda verificada nos últimos meses. Segundo o delegado Wanir José da Silveira, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), sua equipe está apurando se há envolvimento de criminosos já identificados, mas que ainda não foram presos, ligados às quadrilhas especializadas em furto de veículos desbaratadas pela polícia. “Temos que apurar a participação destes especialistas em furtos. A questão do crime, às vezes, chega a ser mais intensa em determinada época. É um aumento temporário, mas estamos atentos”, disse o delegado.

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