Prefeitura anuncia pacotaço de obras repetidas na cidade


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A Prefeitura de Franca divulgou ontem um pacote investimentos de R$ 20 milhões para realizar 20 obras na cidade. Apenas seis delas, contudo, são novidade. As outras 14 já haviam sido divulgadas publicamente em cerimônias anteriores e, dentre elas, sete já estão em execução. As demais começam em até seis meses. Os principais empreendimentos, e os que custarão mais, são a Operação Recapeamento, que já foi divulgada quatro vezes pela Prefeitura e corresponderá a 50% do valor do pacote, e a nova canalização do Córrego dos Bagres, no trecho entre as ruas Evangelista de Lima e Afonso Pena, que custará R$ 3,2 milhões à Prefeitura. A obra está em fase final de licitação, com prazo para 23 de agosto para definir a empresa que será responsável pela execução. Serão 598 metros de canal. O prefeito sinalizou ainda que outros quatro projetos já estão prontos, mas é necessário acompanhar o andamento da receita municipal para definir o início das obras. Trata-se de duas escolas, uma no Jardim Santa Bárbara e outra no bairro Júlio D’Elia e duas creches, uma no bairro Chico Neca e no outra no Conjunto Vicente Leporace. As obras, que beneficiarão a Secretaria de Educação, somam R$ 4 milhões. Caso as finanças possibilitem, as licitações podem ser feitas ainda neste ano. A expectativa do prefeito é que as obras comecem o mais rápido possível. Segundo ele, foi passada uma orientação para a secretária de Planejamento Urbano, Valéria Marsom, de que fossem acrescentados nas licitações feitas pela Prefeitura prazos estipulados e multas para os atrasos das obras. “A orientação é de que se não entregar no prazo, pague multa. A Prefeitura está pagando em dia as obras e vamos exigir o mesmo tratamento dado a empresas particulares”. MARKETING POLÍTICO O cientista político Ubaldo Silveira, da Unesp de Franca, considera que o anúncio de pacote de obras, inclusive com empreendimentos que se encontram em fase de conclusão, é uma forma de utilizar ações públicas para conseguir proveito político. “Pode ser o caso de querer fazer marketing político. A impressão é essa”. Ele dis-se ainda que a prática é comum. “Eu não sei se é comum do prefeito, mas que é uma prática comum dos políticos é, inclusive do Governo Federal. Ele nem fez, diz que vai fazer e passa para a população aquilo como fato consumado”. O também cientista político Maximiliano Martin Vicente concorda. Embora ressalte que não conhece o prefeito, diz que o meio político já atua de olho em 2008. “Eles já estão trabalhando de olho nas eleições do próximo ano”.

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