Desejo de viver muito contribui com a longevidade


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Petronilho Teodoro da Silva, lavrador aposentado, acena enquanto solta uma das suas divertidas gargalhadas. Ele está com 100 anos: “Se vivesse mais cem anos seria pouco. A vida é muito boa”
Petronilho Teodoro da Silva, lavrador aposentado, acena enquanto solta uma das suas divertidas gargalhadas. Ele está com 100 anos: “Se vivesse mais cem anos seria pouco. A vida é muito boa”
O Censo de 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que apenas 0,01% da população brasileira chega ou supera os cem anos de idade. Mas, como é possível viver tanto? Para a geriatra Ana Maria Bruxelas, o pensamento positivo e a vontade de viver são fortes contribuintes para a longevidade humana. Ela acompanha seis pessoas com mais de um século de vida em seu consultório em Franca. A médica trabalha com o conceito da resiliência, ou seja, “a capacidade do organismo em resistir e recuperar-se de efeitos estressantes”. “Envelhecer, por si só, é uma grande perda, mas através da resiliência, a pessoa consegue viver melhor, pois desenvolve meios de se adaptar às limitações no funcionamento do organismo trazidas pela idade e também trabalha o lado emocional, com pensamentos positivos e motivação para viver mais”. Ana Maria acredita que o desejo de continuar vivo conta muito. “As pessoas conseguem viver mais de cem anos porque tiveram um envelhecimento bem-sucedido. Conheço uma velhinha de 103 anos que nasceu na Itália. E quando as pessoas perguntam como ela está, ela responde “Estou querendo ficar velha”. O modo de pensar a vida faz diferença, sim”. Maria Clara da Silveira, terapeuta ocupacional do CCI (Centro de Convivência do Idoso), que trabalha com pessoas mais velhas há 15 anos, também credita as experiências dos centenários ao desejo de viver. “Percebo entre os idosos uma busca pelo prazer, pela qualidade de vida e uma rotina mais harmônica, normalmente acompanhada por uma grande vontade de viver”, disse ela.

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