Imóveis abandonados viram foco de problemas


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Prédio abandonado no FranVille é alvo de queixas de moradores vizinhos que não agüentam mais o mau cheiro e a falta de segurança do local
Prédio abandonado no FranVille é alvo de queixas de moradores vizinhos que não agüentam mais o mau cheiro e a falta de segurança do local
Por falta de recursos para terminar a construção ou por descuido dos donos, dezenas de prédios em Franca estão abandonados e se tornaram um tormento para os vizinhos. Os endereços mudam, mas os problemas são semelhantes. Os imóveis viraram pontos para usuários de drogas, hábitat de bichos, estão cheios de mato, são usados como depósito de lixo e até servem de “motel.” Um dos problemas mais antigos é vivido em pleno Centro de Franca. O prédio avaliado em R$ 800 mil começou a ser erguido na esquina das ruas Comandante Salgado e Campos Sales há cerca de 15 anos e está com obras paradas há oito. O imóvel abriga salas de aluguel e dois apartamentos residenciais de três dormitórios. Com a construção interrompida, o local acabou transformado em lixeira. O andar térreo está tomado por sacos plásticos, garrafas, copos descartáveis, latas, madeiras, panfletos, tijolos e até um coco verde. As pessoas aproveitam que o portão é cheio de quadrados abertos e arremessam sujeiras para dentro. O cheiro é insuportável. Os moradores e pessoas que trabalham na região costumam ser surpreendidos com fogo dentro dos cômodos. “As pessoas ateiam fogo no lixo. Eu mesmo já tive de apagar os focos duas vezes para evitar uma coisa pior, um incêndio. Isso aqui está uma vergonha. Precisam tapar tudo e acabar com isso de vez”, disse Valdir Ferreira, funcionário do estacionamento vizinho ao prédio. Até 20 dias atrás, o recinto ainda era alvo de invasões de usuários de drogas e moradores de rua. Os proprietários souberam dos transtornos e impediram a entrada soldando as portas e trocando o portão de madeira por um de ferro. Segundo o vendedor Luís Fernando Meneghetti, um dos donos, a construção foi interrompida porque o pai dele teve problemas de saúde e financeiros. A intenção da família é negociar outros imóveis e com o capital retomar as obras no Centro. “Já tentamos vender o prédio, mas não conseguimos um valor razoável. Vamos terminar a construção, mas enquanto isso não é possível, tomamos medidas para evitar problemas. Fechamos melhor o local e só não colocamos vidros nas portas para que não sejam quebrados”. Meneghetti prometeu fazer uma faxina na área dentro de 30 dias. Em outro ponto da cidade, o problema se repete. No Parque Franville, duas construções inacabadas incomodam os vizinhos. Moradora na Rua João Urias Pimenta, a dona de casa Vanda Grolla, 27, sofre com um sobrado abandonado ao lado de sua residência e uma casa com a construção interrompida no terreno da frente faz três anos. “Estou cansada de conviver com usuários de drogas, mato, bichos, cachorros abandonados e ouvir pessoas praticarem sexo nos dois lugares”. Segundo ela, faz mais de um ano que ela e os vizinhos reclamaram dos dois esqueletos, mas nenhuma providência foi tomada. “Até publicaram edital no jornal intimando os donos, mas eles não apareceram e a Prefeitura parece que se esqueceu dos casos”. Consultado sobre o caso, Air Fontanesi, chefe do setor de Fiscalização da Prefeitura, esteve no endereço para verificá-lo. “Realmente, as casas estão abandonadas. Vou verificar os processos na Prefeitura e, se for o caso, encaminhar para o departamento jurídico e resolver”.

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