A matemática dos promotores para calcular o preço final do ingresso em um show não é simples. Em Franca, é ainda mais complicada. Além de se preocupar com infra-estrutura, propaganda e condições climáticas, entre outros problemas, as 180 mil pessoas com direito a isenções e descontos nos preços de ingressos na cidade certamente terão de entrar nas planilhas de custos. E o pior é que quem não pertence às categorias agraciadas pelas leis municipais pagará para quem entra de graça.
De acordo com promotores consultados pela reportagem, um show que custe R$ 100 mil, entre cachê do artista, transporte, hospedagem e exigências de praxe, em um recinto onde caibam 15 mil pessoas, teria um ingresso por menos de R$ 7 de custo.
Tirando as despesas e acrescentando margem de lucro de 100%, o bilhete poderia ser vendido a R$ 14. Tudo isso, na teoria.
Como a maioria das leis não prevê limitações, não há como o promotor saber quantas pessoas pagarão meia-entrada e quantas não pagarão nada. Pelo sim, pelo não, quem organiza shows trabalha com uma expectativa de até 50% de isenções e descontos. Assim, no exemplo tomado, o ingresso seria vendido por um valor entre R$ 28 e R$ 30.
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